Mestrado: Relevância do acoplamento oceano-atmosfera na representação do ciclone Catarina

Data: 
11/12/2015 - 10:00
Local: 
Sala 15 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)


Defesa de dissertação de mestrado
Aluna: Elisa Glitzenhirn
Programa: Meteorologia
Título: Relevância do acoplamento oceano-atmosfera na representação do ciclone Catarina

Comissão julgadora
Prof. Dr. Ricardo de Camargo – IAG/USP
Prof. Dr. Luciano Ponzi Pezzi – INPE/São José dos Campos-SP
Prof. Dr. Manoel Alonso Gan – INPE/São José dos Campos-SP
 
Resumo
Do ponto de vista climatológico, o Oceano Atlântico Sul apresenta condições desfavoráveis para a formação de ciclones tropicais. No entanto, a ocorrência do Ciclone Catarina em Março de 2004, classificado como furacão categoria 1, direciona diversos estudos até os dias atuais. Sua intrigante evolução e mudança de trajetória são questões ainda exploradas do ponto de vista da modelagem numérica regional, e este é justamente o foco deste trabalho. Foram analisadas simulações realizadas com o modelo regional acoplado COAWST – Coupled Ocean-Atmosphere Wave Sediment Transport Modeling System, acionando apenas seu componente atmosférico, o Weather Research and Forecasting (WRF), ou este juntamente como o componente oceânico, o Regional Ocean Modeling System (ROMS). Com este procedimento, buscou-se avaliar se a representação numérica do acoplamento em escala regional entre o oceano e a atmosfera é capaz de diferenciar os mecanismos e processos do Ciclone Catarina. As análises comparativas envolveram: os campos meteorológicos de vento, umidade, precipitação, pressão atmosférica, calor latente e calor sensível; determinação de trajetórias do sistema em cada simulação; plotagens no Cyclone Phase Space (CPS); e cálculo dos termos do balanço de calor. Em termos das trajetórias, pode-se dizer que as duas simulações (WRF e COAWST) tiveram um razoável desempenho; do ponto de vista da intensidade da baixa pressão, a simulação COAWST teve uma representação mais adequada, e com relação à intensidade dos ventos, ambas foram deficientes em simular adequadamente seu comportamento. É preciso ressaltar que a simulação COAWST apresentou valores inferiores de temperatura da superfície do mar (TSM) em relação à simulação WRF, fato que influenciou diretamente os fluxos de calor sensível e latente. No CPS, as simulações diferiram razoavelmente entre si, uma vez que o sistema não ocupa os mesmos quadrantes dos diagramas em ambas as simulações. Cabe ressaltar que a simulação COAWST sugere que o Catarina tenha se dissipado como sistema de núcleo quente profundo, enquanto que a simulação WRF o tenha representado como núcleo quente moderado. A análise do balanço de calor através da equação da termodinâmica não foi suficiente para esclarecer os mecanismos e processos na evolução do sistema das distintas simulações.
 
Palavras-chave: Catarina, WRF, COAWST, Modelo Regional Acoplado