Mestrado: Movimentos próprios em janelas de baixa extinção na direção do bojo galáctico

Data: 
11/04/2018 - 10:00
Local: 
Sala 15 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Rafael da Silva Cardoso Pinto
Programa: Astronomia
Título: Movimentos próprios em janelas de baixa extinção na direção do bojo galáctico

Comissão julgadora
1) Prof. Dr. Ramachrisna Teixeira – IAG/USP
2) Profa. Dra. Beatriz Leonor Silveira Barbuy – IAG/USP
3) Dra. Laura Maria Sampedro Hernández – pós-doutoranda - IAG
4) Profa. Dra. Christine Ducourant – Université de Bordeaux/França - por videoconferência
 
Resumo
O objetivo inicial deste trabalho foi explorar os movimentos próprios do Galactic Bulge Valinhos Observatory Catalog (GBVOC), constituído a partir de observações meridianas CCD realizadas no Observatório Abrahão de Moraes - IAG/USP - Valinhos, no campo de 12 janelas de baixa extinção na direção do bojo galáctico. Esses dados seriam explorados numa busca por aglomerados estelares, pares de estrelas com movimentos próprios comuns e objetos com grandes movimentos próprios. Durante uma análise detalhada desses movimentos próprios, observamos a existência de oscilações inesperadas em suas médias por janela ao longo da longitude galáctica, sem encontrarmos uma explicação convincente. Vimos que essas oscilações também estavam presentes em outros catálogos astrométricos e não eram coincidentes. Isso, juntamente com a publicação do primeiro release do Gaia (GDR1) em setembro de 2016, nos motivou a utilizar essas duas posições e as de outros catálogos independentes para determinar novos movimentos próprios. Pouco depois surgiu também o UCAC5 com bons movimentos próprios, que utilizamos em uma média aritmética com aqueles que calculamos, eliminando assim as oscilações.
Na busca por aglomerados, encontramos apenas um objeto, o aglomerado aberto NGC 6253, que pôde ser estudado e caracterizado em termos de cinemática e de pertinência de membros. Nossos resultados estão de acordo com o que já havia na literatura.
Detectamos também um total de 244 pares de estrelas com movimentos próprios comuns, sendo que desses encontramos apenas um na literatura. Dois desses pares possuem movimentos próprios maiores 150 mas/yr e um deles apresenta uma diferença de temperaturas de ≈ 13000 K entre seus componentes.
Encontramos 34 estrelas com movimentos próprios acima de 60 mas/yr, que consideramos aqui como candidatas a estrelas da vizinhança solar.
Palavras-chave: movimento próprio; GBVOC; Gaia DR1; aglomerado aberto; pertinência; sistemas binários; movimento próprio comum; vizinhança solar; janelas do bojo.