Mestrado: Modelagem hidrológica da bacia do rio Muriaé com TOPMODEL, telemetria e sensoriamento remoto

Data: 
11/07/2019 - 14:00
Local: 
Auditório ADM210 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Marcus Figueiredo Salviano
Programa: Meteorologia
Título: Modelagem hidrológica da bacia do rio Muriaé com TOPMODEL, telemetria e sensoriamento remoto

Comissão julgadora
1 – Prof. Dr. Augusto José Pereira Filho –IAG/USP
2 – Prof. Dr. Leonardo Calvetti - UFPEL/Pelotas-RS - por videoconferência
3 – Prof. Dr. Otto Corrêa Rotunno Filho -UFRJ/Rio de Janeiro-RJ - por videoconferência
 
Resumo
Este trabalho compreende a modelagem hidrológica da Bacia Hidrográfica do rio Muriaé. As simulações hidrológicas foram realizadas com o modelo hidrológico TOPMODEL com medições de precipitação de estimativa de vazão da rede telemétrica da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). Utilizou-se também as respectivas estimativas de precipitação por satélite com o método CMORPH, e a análise de precipitação integrada entre a precipitação medida pela telemetria e a estimada por satélite por meio da análise objetiva estatística (ANOBES). A calibração e a verificação do modelo TOPMODEL foram realizadas para eventos hidrológicos entre 2016 e 2018. A distribuição espaço-temporal da precipitação para as simulações hidrológicas foi obtida com o método de Thiessen a partir dos dados da telemetria, com as estimativas de precipitação do método CMORPH e com a análise ANOBES. A calibração do modelo TOPMODEL com as séries de dados de precipitação acima foi avaliada por meio do coeficiente de Nash-Sutcliffe (NSE), que variou entre 0.7 e 0.9. A verificação do modelo TOPMODEL com séries independentes resultou em NSE -0.8 a 0.3. Este resultado em grande parte se deve ao pequeno número de eventos hidrológicos desde o início das medições telemétricas na Bacia do Rio Muriaé. O TOPMODEL também foi utilizado para simular vazões em séries anuais entre 2009 e 2013. A calibração e verificação com séries anuais resultaram em NSE ~0.6. Notadamente, as simulações com CMORPH tendem a subestimar as vazões e, com ANOBES, o desempenho foi melhor. Portanto, os resultados sugerem a aplicabilidade do modelo TOPMODEL para simulações hidrológicas da Bacia do Rio Muriaé, desde que as simulações iniciem em um período de estiagem e dado de precipitação represente a variabilidade espacial da chuva.
Palavras-chave: rio Muriaé, modelo hidrológico, TOPMODEL, CMORPH, ANOBES.