Seminário: Material particulado em ambiente externo e em residências de idosos na Região Metropolitana de São Paulo

Data: 
04/09/2015 - 14:00
Local: 
Auditório 1 IAG

Seminário do Departamento de Ciências Atmosféricas do IAG/USP,  a ser proferido pela doutoranda Bruna Segalin

Resumo:

Material particulado (MP) possui diversos tamanhos, sendo que as partículas menores que 10 micrômetros de diâmetro aerodinâmico (MP10) podem causar danos à saúde por serem inaláveis. O MP é medido na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) pelas estações da CETESB, a qual mudou seus limiares padrões de poluição do ar em 2013. A análise de 16 estações, de 2002 a 2010, mostrou um maior número de dias excedendo o novo limiar de MP10 em comparação com o antigo. A estação de Osasco foi a que apresentou mais dias com MP10 acima do padrão, seguida de Congonhas e Parque Dom Pedro II. Os meses que mais excederam o padrão foram junho, julho e agosto, devido às condições meteorológicas desfavoráveis à dissipação do MP. Uma vez que a CETESB não monitora ambientes internos, fizemos medidas em residências de idosos (grupo de risco) através de um impactador em cascata, que mede os seguintes diâmetros aerodinâmicos: 10-2,5; 2,5-1,0; 1,0-0,5; 0,5-0,25; < 0,25 µm. Analisamos 56 residências e encontramos valores médios de MP10 e MP2,5 de 30,7 e 23,4 µg/m3, respectivamente. Em média 76% do MP10 medido é composto por MP2,5. Nenhuma medida ultrapassou os limiares padrões CETESB. Contudo, 10,7% das moradias ultrapassaram o limiar de MP10 da Organização Mundial da Saúde (50 µg/m3) e 39,2% o de MP2,5 (20 µg/m3). Em grande parte das residências, as partículas ultrafinas (< 0,25 µm) tiveram maior massa que os demais diâmetros aerodinâmicos, seguido pelas partículas grossas, com um mínimo em 1,0-0,5 µm.