Seminário: Modelagem da Camada Limite Planetária urbana com t-TEB/ARPS e seu impacto na previsão de tempestades convectivas na Região Metropolitana de São Paulo

Data: 
08/05/2015 - 14:00
Local: 
Auditório 1 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)

O seminário do Departamento de Ciências Atmosféricas do IAG será apresentado por Jose Luis Flores Rojas.
 
Modelagem da Camada Limite Planetária urbana com t-TEB/ARPS e seu impacto na previsão de tempestades convectivas na Região Metropolitana de São Paulo 
O presente trabalho tem como objetivo estudar, descrever e implementar modelos atmosféricos e de superfície que permitam simular o comportamento da camada limite com cobertura urbana, em particular da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) de forma apropriada, incluindo aspectos como: temperaturas e umidades de superfície, fluxos de calor, momento e umidade, componentes do balanço de energia e do balanço radiativo de superfície disponíveis na literatura, com a finalidade de estudar e avaliar seu impacto na capacidade de previsão de tempestades dos modelos numéricos de previsão em escala convectiva com o uso do modelo Advance Regional Prediction System (ARPS). A importância da modelagem do balanço de energia da cobertura urbana é particularmente clara quando os efeitos urbanos são simulados por um modelo atmosférico. Tais estudos estão atualmente no campo da pesquisa, mas nos próximos anos serão aplicados em modelos de previsão operacionais, em vista de que a resolução crescente destes modelos atmosféricos permite a representação explicita de áreas urbanas. Em particular, os modelos de balanço de energia para cobertura urbana TEB e t-TEB, estão baseados numa geometria que, mesmo sendo simplificada e razoavelmente próxima da realidade que eles pretendem representar. Uma vez que eles são constituídos por superfícies horizontais (vias e telhados) e verticais (paredes) são mais capazes de capturar o comportamento energético especial da cobertura urbana. Alguns exemplos de possíveis aplicações  incluem: estudos da ilha de calor urbano e as suas interações com ondas de calor,  a interação dos fluxos de energia urbanos com o desenvolvimento de tempestades convectivas e com a entrada da brisa marítima.