Estação Meteorológica do IAG-USP publica Boletim Climatológico Anual de 2017

 
O Boletim Climatológico Anual da Estação Meteorológica do IAG-USP do ano de 2017 já está disponível para download. Para acessá-lo diretamente: www.estacao.iag.usp.br/Boletins/2017.pdf
 
Este documento é publicado anualmente desde 1997. As edições dos anos anteriores podem ser encontradas também no site da Estação Meteorológica. 
 
O Boletim Climatológico Anual da Estação Meteorológica do IAG-USP apresenta informações detalhadas das observações temperatura, precipitação, umidade relativa, vento, fenômenos meteorológicos (garoa, granizo, geada, trovoada, orvalho e nevoeiro) e radiação solar registradas ao longo de 2017. No documento, as observações de 2017 são comparadas com as de 2016 e com a média e com as normais climatológicas. 
 
Anualmente, junto com o Boletim Climatológico, atualizamos a tabela de Recordes Meteorológicos da Estação Meteorológica do IAG-USP. Em seguida, a tabela com esses recordes e os principais destaques de 2017.
 
Recordes Valores Datas
Maior temperatura 37,2 °C 17 de outubro de 2014
Menor temperatura -1,2 °C
6 e 12 de julho de 1942
2 de agosto de 1955
Mês mais chuvoso 653,2 mm janeiro de 2010
Mês menos chuvoso 0,4 mm julho de 2008
Maior acumulação de precipitação em 24h 145,9 mm 6 de março de 1966
Ano mais chuvoso 2236,0 mm 1983
Menor umidade relativa 12% 23 de novembro 1968
Maior rajada de vento registrada 101 km/h 24 de novembro de 1973
Mês com mais dias com trovoadas 26 ocorrências janeiro de 2010
Ano com mais dias com trovoadas 114 ocorrências 1976
 
Na Estação Meteorológica do IAG, o ano de 2017 registrou acumulação pluviométrica de 1648,8mm, 16,7% acima da média climatológica (1412,3mm). Foi o 16º ano mais chuvoso desde 1933. O ano mais chuvoso foi 1983, com 2236,0mm de precipitação total. Dentre os meses mais chuvosos de 2017 destacaram-se: janeiro (368,2mm, 7º mês de janeiro mais chuvoso da série), abril (187,5mm, 5º mês de abril mais chuvoso da série), maio (135,9mm, 7º mês de maio mais chuvoso da série), junho (102,0mm, 5º mês de junho mais chuvoso da série) e novembro (194,6mm, 13º mês de novembro mais chuvoso da série). Dentre os meses secos de 2017, o maior destaque foi julho com total de precipitação de apenas 2,2mm, quando a média climatológica é 44,9mm. É o 4º mês de julho mais seco da série. Ao comparar com o ano de 2016, os meses de janeiro, abril, agosto, setembro, outubro e novembro foram mais chuvosos que os mesmos meses do ano anterior (Figura 8 e Tabela 14).
 
Em 2017, não registramos nenhum recorde absoluto em termos anuais, portanto a Tabela 1 mantém-se inalterada com relação ao Boletim Climatológico Anual de 2016. A seguir, um resumo apresentando as características principais do ano de 2017.
 
Temperatura do ar: Com exceção de agosto (que apresentou média mensal igual à sua respectiva média climatológica), os demais meses de 2017 apresentaram temperaturas médias mensais maiores que a Normal (1933-1960), a Normal (1961-1990) e a Média climatológica (1933-2017). Os meses de maior destaque, com maior temperatura média com relação às suas respectivas médias, foram setembro (15,2% acima da média) e outubro (10,4% acima da média). Ressalta-se que a temperatura média de setembro/2017 (19,8°C) foi a segunda temperatura média mensal para um mês de setembro, superada apenas por setembro/2004 (19,9°C). Com relação às temperaturas médias máximas para o ano de 2017, com exceção de abril, os demais meses apresentaram médias máximas mensais acima da média climatológica, com destaque também para o mês de setembro (20,2% acima da média), que apresentou temperatura média máxima de 28,5°C, que é a maior temperatura média máxima para um mês de setembro, tendo superado o recorde anterior, de setembro/1963 (28,1°C).  A maior temperatura registrada em 2017 foi 36,1°C, em 13 de outubro. Com relação à temperatura mínima, os valores médios para todos os meses de 2017 ficaram acima da média climatológica, com destaque para os meses de maio (15,4% acima da média climatológica) e outubro (12,2% acima da média climatológica). A menor temperatura registrada no ano foi 5,6°C, em 11 de junho.
 
Precipitação: O ano de 2017 registrou acumulação pluviométrica de 1648,8mm, 16,7% acima da média climatológica (1412,3mm). Foi o 16° ano mais chuvoso desde 1933. O ano mais chuvoso foi 1983, com 2236,0mm de precipitação total anual, e o mais seco foi 1933, com apenas 849,8mm de precipitação acumulada. Dentre os meses chuvosos de 2017, destacaram-se: janeiro (368,2mm, 7º mês de janeiro mais chuvoso da série), abril (187,5mm, 5º mês de abril mais chuvoso da série), maio (135,9mm, 7º mês de maio mais chuvoso da série), junho (102,0mm, 5º mês de junho mais chuvoso da série) e novembro (194,6mm, 13º mês de novembro mais chuvoso da série). Dentre os meses secos de 2017, o maior destaque foi julho com total de precipitação de 2,2mm, quando a média climatológica é 44,9mm. É o 4º mês de julho mais seco da série. A maior precipitação diária em 2017 foi 90,8mm, no dia 6 de abril (novo recorde). O maior acumulado horário em 2017 foi 56,6mm, no dia 25 de fevereiro, entre 17h-18h. A maior sequência de dias com chuva em 2017 foi de 26 dias (de 1 a 27 de setembro) e a maior sequência de dias sem chuva em 2017 foi de 13 dias (de 15 a 27 de janeiro). Foram 187 dias com precipitação ao longo de 2017, abaixo da média climatológica que é de 188 dias. O ano de 2017 foi o 27° ano com mais dias de chuva.
 
Umidade relativa do ar: Considerando a umidade relativa média anual, o ano de 2017 ficou abaixo da média climatológica (a média de 2017 é 79,5% e a média climatológica é 81,2%). Os meses de abril, maio, junho e agosto ficaram acima da média climatológica. Com relação às médias mínimas mensais, verifica-se que os meses de março, abril, maio, junho, agosto e dezembro ficaram acima de suas médias climatológicas.  A menor umidade relativa registrada foi 15%, em 15 de setembro. Em 2017, foram 30 dias com baixa umidade relativa (inferior a 30%). A média é de 21 dias com esta característica. O mês de setembro se destacou pela grande quantidade de dias secos: foram 16 dias com umidade relativa inferior a 30%, enquanto a média climatológica é de 5 dias. Trata-se do mês de setembro com mais dias com essa característica (o recorde anterior era setembro/1994, com 14 dias). 
 
Vento: Com relação à velocidade média do vento, verifica-se que a média climatológica mensal (1957-2016) é mais alta entre os meses de setembro a dezembro. A maior rajada registrada em 2017 foi 19 m/s NNE no dia 24 de fevereiro, por volta de 17h00min. A maior rajada registrada na EM foi de 28 m/s (101 km/h) e ocorreu no dia 24 de março de 1973. Levando em consideração a direção das rajadas máximas de vento em toda a série, tem-se que a direção predominante das rajadas máximas é de NW.
 
Garoa*: Durante o ano de 2017, foram registrados 116 dias com ocorrência de garoa, apresentando-se acima da média climatológica que é de 90 dias. O ano com maior número de dias com garoa foi 2004, com 147 dias e o mês com maior número de dias com garoa foi janeiro de 2013 (23 dias). Como destaque, temos janeiro, março, abril, maio, agosto, outubro, novembro e, particularmente, dezembro que estiveram acima da média climatológica. 
* Garoa é uma designação regional para chuvisco, que é uma forma de precipitação bastante uniforme, composta exclusivamente de gotas d'água muito pequenas (diâmetro menor que 0,5 mm), muito próximas umas das outras e parecendo quase flutuar no ar. FONTE: Glossário do INMET
 
Orvalho**: Durante o ano de 2017 foram registrados 169 dias com orvalho (em 2016, foram registrados 169 dias também). A média climatológica é de 145 dias. O ano com maior quantidade de dias com orvalho foi 2001, com 235 dias, de acordo os registros da EM-IAG. Em 2017, os meses de janeiro, fevereiro, maio, junho, julho, agosto, setembro, novembro e dezembro ficaram acima da média climatológica.
** Em março/2018 foi realizado um esforço de verificação dos dados de orvalho. Os arquivos físicos desde o ano de 1958, quando o fenômeno passou a ser anotado na folha de observações, foram revisitados e conferidos. Sendo assim, alguns valores apresentados no Boletim Climatológico de 2017 (presente documento) podem ser diferentes das informações apresentadas em edições anteriores, devido a este controle de qualidade.
 
Nevoeiro: A quantidade de dias com nevoeiro em 2017 foi de 43 dias. A média climatológica é de 116 dias. O ano com mais dias em que este fenômeno foi registrado foi 1977, com 212 dias. Todos os meses de 2017 apresentaram menos dias com nevoeiro do que a média climatológica. Maio foi o mês com mais dias de nevoeiro: foram 10 dias com o fenômeno e, mesmo assim, 3 dias a menos que a média climatológica. 
 
Trovoadas: Foram registrados 76 dias com trovoadas ao longo de 2017, um pouco abaixo da média climatológica que é de 80 dias. O ano com maior ocorrência de trovoadas, desde o início dos registros dessa variável (1958), foi 1976, com 114 dias. Os meses de janeiro, fevereiro, maio, outubro e novembro de 2017 ficaram acima de suas respectivas médias climatológicas.
Granizo: Em 2017, foi registrado apenas 1 dia com granizo, o dia 02 de janeiro. Analisando a série desde o ano de 1958, verifica-se que além de existir muita variabilidade, não há aumento significativo no número de dias com granizo (de 1958 até 2017, houve um aumento inferior a 1 dia). O ano com mais ocorrência de granizo foi 2001, quando o fenômeno foi observado em 7 dias. 
 
Geada: A geada não é um fenômeno comum na EM, já que a nossa localização geográfica e o crescimento urbano não propiciam sua formação. Em 2017 não foi registrada a ocorrência de geada na EM e nem nos arredores, no Parque CienTec. Em 2016, foram registrados 3 dias seguidos com o fenômeno: 11, 12 e 13 de junho. De 1933 até 2017, foram registrados 73 episódios de geada, destacando-se os anos de 1979 e 1994, cada um com 5 dias de ocorrência do fenômeno***. De 2002 a 2009, nenhuma ocorrência foi registrada, voltando a ser observada em 2010, em um único dia. Em 2011, foram 2 dias com este fenômeno.
*** Esse valor foi corrigido com relação aos boletins anteriores, como o Boletim Climatológico de 2014, que afirmava que o ano com maior ocorrência de dias com geada havia sido 1958, com 16 dias de ocorrência. Havia um erro no banco de dados, que foi verificado e corrigido. Além disso, foi feita uma análise da série histórica de 1933-1957, contabilizando a ocorrência de geada também nesse intervalo.
 
Irradiação solar: Os valores registrados mês a mês oscilaram em torno da média climatológica, sendo que os meses de fevereiro, março, julho, setembro e novembro registraram total de irradiação solar global acima da média climatológica. Considerando os mínimos mensais de irradiação solar global, em 2017 não foi registrado nenhum recorde. Já com relação aos máximos mensais, o mês de setembro/2017 apresentou um novo recorde (633,0 MJ/m² e o recorde anterior era 558,7 MJ/m² em setembro de 1978). Cabe ressaltar que não houve registro com o actinógrafo devido a falhas técnicas na colocação de tinta no instrumento em 31 de janeiro, 24 de junho e 24 de julho.
 
Insolação: Os meses de fevereiro, março, junho, julho, setembro, outubro e novembro de 2017 registraram insolação acima da média climatológica; os demais meses ficaram abaixo ou muito próximos dela.  Com relação aos recordes de mínimos, não foi registrado nenhum recorde. Já com relação aos recordes de máximos mensais, foi registrado um recorde em setembro/2017 (259,3h, o recorde anterior foi 208,4h em setembro/2004). Foram em média 85 dias ensolarados em 2017 (a média climatológica é de 79 dias). Esse total é obtido somando-se todas as horas de brilho solar do ano e as dividindo por 24h. É possível observar que há anos com menos dias de brilho solar, o que normalmente está relacionado com a presença de nuvens. 
 
 
Anualmente, escolhemos uma das fotografias tiradas na Estação Meteorológica como capa do boletim. A capa do Boletim Climatológico Anual de 2017 é a foto de um dos pluviógrafos Hellmann (Lambrecht) instalados na Estação Meteorológica do IAG-USP que, na semana de 07 de julho de 2017, passou por uma nova pintura. A tinta branca (padrão da Organização Meteorológica Mundial) contrasta com o céu azul, completamente sem nuvens. Imagem do acervo da Estação Meteorológica do IAG-USP.
 
No Boletim também destacamos as principais atividades realizadas na Estação Meteorológica do IAG-USP ou que contaram com a colaboração e participação dos funcionários: minicursos, Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, visitas escolares, etc. Também há um capítulo descrevendo a atuação da Estação Meteorológica nas Redes Sociais (Facebook e Twitter).