MECÂNICA CELESTE

O objetivo da Mecânica Celeste, como o da Astrometria, é o de determinar as posições dos astros e suas variações com o tempo, mas diferentemente da Astrometria, a Mecânica Celeste faz esse estudo baseada principalmente nos dados da Astrometria e na parte teórica fornecida pela Mecânica Clássica. 

Johannes Kepler em 1589, após laborioso estudo das posições de planetas do sistema solar, elaborou três leis que representavam esses movimentos: são as chamadas Leis de Kepler. Isaac Newton, no início do século XVII quis entender o mecanismo que fazia com que a Lua girasse em torno da Terra. Estudando os princípios elaborados por Galileu Galilei e por Johannes Kepler, Newton conseguiu elaborar uma teoria que dizia que todos os corpos que possuiam massa sofreriam uma atração mútua entre eles.

 Surgiu então a teoria da Gravitação Universal: dados dois corpos de massa m e M distantes d entre si, esses dois corpos se atraem mutuamente com uma força que é proporcional à massa de cada um deles e ao mesmo tempo inversamente ao quadrado da distância que separa esses corpos. Matematicamente essa lei pode ser escrita por:

F = G.m.M/d2

onde G é a constante universal da atração gravitacional.

 A Mecânica Celeste é, pois, a parte da Astronomia que visa estudar o movimento dos astros que estão submetidos às forças resultantes da atração gravitacional entre esses corpos celestes. Assim, podemos dizer que a Mecânica Celeste estuda os movimentos dos astros aplicando as leis da Mecânica. 

O Mecânico Celeste é capaz de calcular as distâncias e as posições dos astros do Sistema Solar, determinar massas de estrelas pertencentes a Sistemas Estelares distantes, calcular órbitas de satélites artificiais em torno da Terra, determinar as trajetórias de sondas espaciais enviadas a outros astros do Sistema Solar etc. É com a Mecânica Celeste que se pode determinar as massas de corpos celestes, incluindo planetas, satélites, estrelas etc.