FURACÕES OU CICLONES TROPICAIS 

Os furacões e tufões estão entre os mais temíveis fenômenos da natureza. São sistemas meteorológicos de centenas de quilômetros de diâmetro, por onde passam deixam marcas de destruição, causando prejuízos assustadores e deixando mortos, feridos e desabrigados. Eles se formam em águas quentes dos oceanos e mares tropicais (regiões tropicais e subtropicais), uma vez que nessas regiões ocorre uma grande evaporação de água. Por esse fato eles atuam principalmente em regiões costeiras, onde existe uma grande densidade demográfica.

Para definir melhor o que é um furacão pode-se dizer que é um sistema frontal de baixa pressão (muitas vezes inferiores a 950 mb) e de grande escala, formado sobre as águas quentes dos oceanos e mares.

Seu tamanho pode ser expresso através de diversos parâmetros, tais como intensidade dos ventos máximos sustentados, diâmetro da área de atuação da circulação ciclônica, etc. A intensidade máxima dos ventos registrados no interior dos ciclones tropicais é em média de 165 km/h, embora já tenha sido observado furacões com ventos superiores a 320 km/h (furacão Camille).

Uma das escalas mais usada e conhecida, a escala Saffir-Simpson, oferece uma boa noção do grau de destruição. Nessa escala os furacões são classificados de acordo com os danos que produzem:

Os ventos dos ciclones tropicais não são "retos" mas de forma "curva", sendo que no Hemisfério Norte os ventos tenham sentido anti-horário e no Hemisfério Sul o movimento seja no sentido horário.

Um fato de grande interesse sobre o furacão é o "olho". Em meio às intensas chuvas e intensos ventos, além de muita destruição, o olho do ciclone tropical é uma região de intensa calmaria, praticamente desprovida de nuvens e ventos bastante brandos. As pessoas que estão nessa região podem desfrutar do brilho do Sol e apreciar temperaturas mais elevadas. O olho do furacão é causado por uma forte subsidência do ar, o que acaba por dissipar praticamente todas as nuvens baixas dessa região. Este período de calmaria dura poucos minutos ou excepcionalmente poucas horas, pois tem em média 20 km de diâmetro. Depois da passagem do "olho" vem a parte mais devastadora do furacão, a "parede" de nuvens em torno do olho do ciclone, onde os ventos são extremamente fortes.

Furacão Fran, ocorrido na Flórida em Setembro de 1996

Alguns fatores auxiliam a destruição gerada pelos ciclones tropicais: ondas, a maré é alterada pelos ciclones; enchentes, causadas pelo aumento dos rios; ventos, algumas vezes chegam a ultrapassar 300 km/h; relâmpagos, normalmente percebidos após a passagem do centro do ciclone; tornados e trombas d’água, são bem menos destrutíveis do que os comumente encontrados no interior dos Estados Unidos; ressacas e marés, dependem da topografia da costeira em conjunto com a intensidade, direção e velocidade dos ventos, são considerados os fenômenos mais mortíferos e destrutivos associados aos furacões.

O fenômeno El Niño, um aquecimento anormal das águas de uma extensa região do Pacífico Oriental, na altura da linha do Equador, e o fenômeno La Niña, um resfriamento anormal dessas mesmas águas, parecem influenciar na quantidade de ciclones tropicais formados, já que eles causam modificações nas estruturas normais da atmosfera.

Os ciclones começam a perder suas características assim que eles saem de uma região oceânica, de ar úmido e quente, para uma região continental, mais seca e por muitas vezes com temperaturas mais amenas. Além disso, entre o vento e a superfície continental há um grande atrito, que faz que muitos ventos apontem para o centro do ciclone tropical, preenchendo de nuvens o olho do ciclone. De um modo geral, 12 horas após a entrada no continente, a intensidade do ciclone tropical é reduzida entre 40 e 50%. Após 20 horas, a previsão para furacões é normalmente encerrada, e o ciclone tropical passa a ser considerado um ciclone extratropical.