ESTRELAS

Em contraposição ao astro extremamente brilhante, visível durante o dia, à noite o céu aparece escuro e pontilhado de milhares de pequenos pontos luminosos, que os antigos convencionaram chamar de estrelas. Num local bem escuro, e na ausência de nuvens, num dado instante pode-se ver, a olho nu, cerca de 3 mil estrelas. Desde que o observador esteja longe dos pólos, com o passar das horas novas estrelas aparecem no horizonte leste e outras desaparecem no horizonte oeste. Assim, mapeando todo o céu, ao longo da noite e durante todo o ano, em todos os pontos da Terra, pode-se verificar a observação de cerca de 6 mil estrelas visíveis a olho nu.

Na antiguidade essas estrelas eram chamadas de estrelas fixas, já que suas posições relativas entre si pareciam não variar com o passar do tempo. As estrelas diferiam dos planetas, nem tanto pelo seu aspecto, mas principalmente pelo fato de que os planetas pareciam se mover por entre as estrelas fixas. Aliás, o nome planeta, de origem grega, significa “astro errante”, ou seja, aquele que se move.

Constelações

Tendo observado que as estrelas pareciam ser fixas umas em relação às outras, os antigos astrônomos procuraram convenções para distribui-las em “Constelações”. De início, as constelações foram definidas arbitrariamente, associando um grupo de estrelas, com uma forma que subjetivamente lhe fosse atribuída. Assim, foram definidas as constelações do Caçador, do Touro, do Escorpião, da Lira etc.

Com o advento dos telescópios, muitas estrelas passaram a ser visíveis, sem pertencerem a nenhuma das constelações. Convencionaram, então, em dividir o céu em 88 regiões com limites bem definidos. A cada uma dessas áreas atribuiram o nome de uma constelação. Assim, qualquer nova estrela que fosse descoberta obrigatoriamente pertenceria a uma das constelações.

Dentre as 88 constelações definidas, 12 delas são chamadas de Constelações Zodiacais, e por elas passa o Sol durante o seu movimento anual aparente. São elas: Carneiro, Touro, Gêmeos, Caranguejo, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. A constelação da Serpente é a única que está dividida em duas, tendo entre elas a constelação do Ofiúco, que significa o Serpentário, ou seja o criador de serpentes.

Apesar de que na antiguidade as constelações eram tidas como tendo formas fixas no tempo, com as mesmas estrelas pertencendo sempre à mesma constelação, hoje sabemos que as estrelas não são fixas e que portanto uma dada estrela pode, em certas condições migrar de uma constelação para outra. Como o movimento das estrelas é, aparentemente, muito lento, durante uma vida uma pessoa não seria capaz de perceber essa mudança; mas aparelhos sensíveis e técnicas aprimoradas detectam essas ligeiras variações. Esse trabalho é feito pela Astrometria.

Estrelas mais próximas

As estrelas que parecem no céu como pertencentes todas a uma mesma enorme esfera celeste, na realidade encontram-se a diferentes distâncias de nós. Eis uma lista das 20 estrelas mais próximas ao Sistema Solar. As distâncias são dadas em Anos-luz. Um ano-luz corresponde à distância percorrida pela luz, num ano, no vácuo, com velocidade de cerca de 300.000 km/s. Um ano-luz vale cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.


Proxima Centauri                 4,3 anos-luz
Alfa Centauri A,B                 4,3
Estrela de Barnard              6,0
Wolf 359                                7,7
UV Ceti A,B                          7,9
Lalande 21185                     8,2
Sirius A,B                              8,7
Ross 154                              9,3
Ross 248                              10,3
Epsilon Eridani                     10,7
Ross 128                              10,9
61 Cigny A,B                        11,1
Luyten 789-6                         11,2
Procyon A,B                         11,3
Epsilon Indi                           11,4
2398 A,B                               11,6
Groombridge 34 A,B           11,7
Tau Ceti                                11,8
Lacaille 9352                        11,9
BD + 50 1668                       12,4

Estrelas mais brilhantes

No século II a . C., Hiparcos procurou classificar as estrelas segundo seus brilhos aparentes. As estrelas mais brilhantes ele classificou como estrelas de Primeira magnitude e as mais fracas visíveis a olho nu chamou de estrelas de Sexta magnitude. Assim, qualquer estrela visível a olho nu estaria classificada entre a magnitude 1 e 6. Com o advento dos telescópios e dos fotômetros destinados a medir quantidade de radiação recebida das estrelas, foi possível recalibrar o método do Hiparcos, chegando-se à classificação atualmente adotada.

Usando-se o moderno método de determinação de magnitudes, as 20 estrelas aparentemente mais brilhantes, visíveis a olho nu, são:


1-Sírius                      11-Altair
2-Canopus                12-Betelgeuse
3-Arcturus                  13-Aldebaran
4-Alfa Centauri         14-Alfa Crucis
5-Vega                      15-Spica
6-Capela                   16-Antares
7-Rigel                       17-Pollux
8-Procyon                  18-Formalhaut
9-Achernar                19-Deneb
10-Hadar                   20-Beta Crucis