Doutorado: Galáxias da sequência vermelha luminosas no UV: um estudo comparativo entre sistemas UV upturn e UV fracos

Data: 
09/09/2020 - 10:00
Local: 
Transmissão online


Defesa de tese de doutorado
Aluno: Maria Luiza Linhares Dantas
Programa: Astronomia
Título: “Galáxias da sequência vermelha luminosas no UV: um estudo comparativo entre sistemas UV upturn e UV fracos”

Comissão Julgadora:
Profa. Dra. Paula Rodrigues Teixeira Coelho – IAG/USP – por videoconferência
Prof. Dr. Eduardo Serra Cypriano – IAG/USP – por videoconferência
Profa. Dra. Beatriz Leonor Silveira Barbuy – IAG/USP – por videoconferência
Profa. Dra. Lucimara Pires Martins – Universidade Cruzeiro do Sul – por videoconferência
Prof. Dr. Rafael da Silva de Souza – Shanghai Astronomical Observatory – por videoconferência
Prof. Dr. Thiago Signorini Gonçalves – Universidade Federal do Rio de Janeiro – por videoconferência
 
 
 
Resumo:
A emissão ultravioleta (UV) em galáxias está associada a componentes quentes, sejam de fontes estelares ou não. Essa emissão é um importante marcador de formação estelar, mas também pode estar associada a fases estelares evoluídas raras. Fazendo uso de diagramas cor-cor, galáxias do tipo early-type (ETGs) podem ser classificadas em três categorias em termos da emissão UV: formação estelar residual, UV fraca e UV upturn. O UV upturn é um fenômeno caracterizado por uma subida inesperada no fluxo de ETGs quiescentes entre o limite de Lyman e 2500Å. Esta tese tem como objetivo investigar galáxias que apresentam o UV upturn ao compará-las com outras que abrigam emissão UV fraca. Este estudo tem três partes: (i) avaliar a evolução em redshift (z) e massa estelar (log(M*)) da fração de galáxias da sequência vermelha que possuem UV upturn; (ii) a estratificação da análise anterior em termos de linhas de emissão; (iii) a comparação entre as populações estelares das UV fracas e das UV upturn classificadas como aposentadas/passivas. Foi selecionada uma amostra de galáxias do Galaxy Mass Assembly (GAMA) combinada com o Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e o Galaxy Evolution Explorer (GALEX). Para a primeira parte do estudo, um modelo logístico Bayesiano foi aplicado. A segunda parte expande a primeira, dividindo a amostra em classes de linhas de emissão por meio do diagrama WHAN. A parte final é focada no estudo das populações estelares de galáxias UV fracas e UV upturn, usando catálogos do GAMA que fornecem as propriedades de suas populações estelares. Para analisar ambos os grupos de galáxias, as amostras foram balanceadas em termos de z e log(M*). Com estas amostras em mãos, três análises foram feitas: a comparação direta entre suas populações estelares; o cálculo do termo de correlação de Spearman entre suas propriedades e as diferenças entre as classes; e uma análise de componentes principais. Os resultados mostram que a fração de sistemas com UV upturn cresce até z~0.25, seguida por uma aparente descida, que ainda precisa ser confirmada considerando a espessura dos intervalos de credibilidade. Ao estratificar a amostra em classes de linhas de emissão, galáxias com formação estelar foram identificadas; as galáxias classificadas como aposentadas/passivas -- associadas às fases estelares evoluídas -- são as que dominam o comportamento da fração de UV upturn com z e log(M*). Enfim, ao analisar as populações estelares de sistemas UV fracos e upturn, diferenças nas características gerais aparecem, tais como idades, metalicidades, e período desde o último surto de formação estelar. Estes resultados indicam que as UV upturn podem estar evoluindo mais passivamente do que suas contrapartidas UV fracas ou então que suas populações estelares estabilizaram em z maiores. De qualquer forma, os sistemas UV upturn possuem histórias se formação estelar mais curtas, maiores metalicidades e populações estelares mais velhas.
Palavras-chave: Galáxias elípticas. Análise de dados. Evolução. Ultravioleta.