Mestrado: Estudo paleomagnético de rochas Arqueanas da Bahia

Data: 
13/05/2021 - 14:00
Local: 
Transmissão online


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Caio Augusto Deiroz Amaral
Programa: Geofísica
Título: Estudo paleomagnético de rochas Arqueanas da Bahia

Comissão Julgadora:
1- Prof. Dr. Ricardo Ivan Ferreira da Trindade - IAG/USP – por videoconferência
2- Prof. Dr. Augusto Ernesto Rapalini – UBA/Argentina – por videoconferência
3- Prof. Dr. Elder Yokoyama – UnB – por videoconferência
 
 
Resumo
Este estudo realizou uma caracterização da mineralogia magnética, fábrica magnética e direção paleomagnética em um conjunto de diques máficos não datados (14.15°S, 40.72°W) e em um afloramento de rochas riolíticas Arqueanas (13.668°S, 40.905°W) no interior do estado da Bahia, Brasil. Os seguintes procedimentos laboratoriais foram realizados: obtenção de curvas termomagnéticas (variação χ - T), ciclos de histerese, magnetização remanente isotérmica (MRI) e curvas de reversão de primeira ordem (FORC), definição da anisotropia de susceptibilidade magnética (ASM) e anisotropia de susceptibilidade magnética anisterética (AASM) e aplicação de técnicas de desmagnetização térmica e por campos magnéticos alternados. O principal mineral portador da magnetização em ambos conjuntos de rochas é a magnetita de pseudo-domínio simples à multidomínio, no entanto as rochas também apresentaram uma grande quantidade de minerais paramagnéticos. O conjunto de amostras de diques máficos não apresentou resultados satisfatórios para as análises de anisotropia e paleomagnetismo. A trama magnética dos riolitos apresentou baixos valores de susceptibilidade magnética e de grau de anisotropia (parâmetro P). O corpo como um todo exibiu um padrão de lineação subvertical para Leste, indicando um comportamento coerente para o fluxo de lava. A caracterização paleomagnética indicou apenas uma direção de remagnetização (D m = 228.2°, I m = 4.0°, α 95 = 8.6°, K = 105.87) apresentando um polo paleomagnético localizado em -40.6°N, 218.0°E (A 95 = 7.0°; K = 120.13). O evento de remagnetização mais provável de se ter ocorrido na região foi a formação do Cinturão Salvador-Itabuna-Curaça, causando um reaquecimento em larga escala na região de interesse fazendo com que as rochas estudadas perdessem a informação sobre o campo magnético terrestre do seu período de formação.
Palavras-chave: Magnetismo de rocha, fábrica magnética, paleomagnetismo, riolitos Arqueanos.