Mestrado: Estudo comparativo da atividade do cometa de órbita quase-parabólica C/1977 R1 (Kohler)

Data: 
31/08/2020 - 14:00
Local: 
Transmissão online


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Loreany Ferreira de Araújo
Programa: Astronomia
Título: “Estudo comparativo da atividade do cometa de órbita quase-parabólica C/1977 R1 (Kohler)”

Comissão Julgadora:
Prof. Dr. Amaury Augusto de Almeida – IAG/USP – por videoconferência
Prof. Dr. Roberto Dell'Aglio Dias da Costa – IAG/USP – por videoconferência
Prof. Dr. Gilberto Carlos Sanzovo - UEL/Londrina-PR – por videoconferência
Prof. Dr. Daniel Craig Boice - Southwest Research Institute/San Antonio, TX - EUA – por videoconferência
 
 
 
Resumo:
O C/1977 R1 (Kohler) foi o cometa mais brilhante de 1977 (Marsden e Green, 1985), detentor de um período extremamente longo, superior a 100.000 anos e, portanto, é considerado o caso de um cometa quase-parabólico. Curiosamente, este objeto não atraiu muita atenção de pesquisadores nos observatórios profissionais. Observações de seu espectro, dispostas na literatura, revelaram a emissão de , , e, possivelmente, de , mas nenhuma emissão de , , ou . O contínuo era muito fraco, o que significa que o cometa tem a produção de poeira consideravelmente esgotada. Nesta dissertação, deduzimos semi-empiricamente, utilizando o método descrito por de Almeida et al. (1997), taxas de produção de água e hidroxila, a partir das observações fotométricas obtidas do COBS. Nossos resultados são consistentes com aqueles obtidos a partir de observações do radical em (Crovisier et al., 1981; Despois et al., 1981) e um conjunto concentrado de sete observações realizadas por A’Hearn et al. (1995), em seu trabalho clássico sobre fotometria de banda estreita em 85 cometas. Determinamos as taxas de liberação de água e concluímos que o cometa possui um raio efetivo da ordem de 3,0 (±1,5) km e um raio nuclear mínimo de 0,9 (±0,45) km. Uma fração de área mínima da superfície ativa da ordem de 10- 11% (quase no periélio) no hemisfério iluminado pelo Sol justifica a taxa de produção de água resultante da sublimação no núcleo do cometa. Além disso, estas taxas foram comparadas com a dos compostos presentes no espectro do cometa, tendo resultados que levaram a classificá-lo como esgotado em carbono, discordando de estudos preliminares de A’Hearn et al. (1985). Como forma de expandir a análise, outros 14 cometas jovens e de longo período, observados pelo satélite SWAN, a bordo da espaçonave SOHO e analisados por Combi et al. (2019), foram incluídos, tendo suas taxas de produção de água comparadas com aquelas do cometa Kohler.
Palavras-chave: Cometas. Cometa Kohler. Astroquímica.