Mestrado: Relações de larga escala entre a temperatura da superfície do mar do Oceano Atlântico Sul e a precipitação continental na América do Sul no período de 1901 a 2010

Data: 
27/08/2020 - 14:00
Local: 
Transmissão online


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Marcus Vinicius Mendes
Programa: Meteorologia
Título: “Relações de larga escala entre a temperatura da superfície do mar do Oceano Atlântico Sul e a precipitação continental na América do Sul no período de 1901 a 2010”

Comissão Julgadora:
Prof. Dr. Tércio Ambrizzi (Orientador) – IAG/USP - por videoconferência
Prof. Dr. Luciano Ponzi Pezzi – OBT/INPE - por videoconferência
Prof. Dr. Everaldo Barreiros de Souza – UFPA - por videoconferência
 
 
 
Resumo:
As interações de larga escala entre o oceano e a atmosfera são essenciais para caracterizar a variabilidade climática ao longo do tempo. Diversos estudos analisaram a variabilidade da temperatura da superfície do mar (TSM) do Oceano Atlântico Sul e da precipitação continental da América do Sul com amostras menores que 50 anos, devido à falta de dados observados e de reanálises mais longas no Hemisfério Sul na época em que foram publicados. A elaboração das reanálises centenárias pela NOAA e pelo ECMWF tornou possível o estudo de variabilidades climáticas que abrangem um longo período. Assim sendo, o objetivo desse trabalho é analisar relações de larga escala entre a TSM do Oceano Atlântico Sul e representar seus efeitos na precipitação continental na América do Sul no período de 1901 a 2010. A análise estatística multivariada das funções ortogonais empíricas (empirical orthogonal function – EOF) foi aplicada em dados de reanálise para obter a variabilidade da temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico Sul e da precipitação continental na América do Sul, além disso o índice do dipolo do Atlântico Sul, modo dominante de variabilidade acoplada do Oceano Atlântico Sul, e o índice de larga escala da monção na América do Sul (large-scale index for South America Monsoon – LISAM) foram calculados para representar as principais características de larga escala da TSM e precipitação na área de estudo do presente trabalho. As reanálises ERA-20C, ERA-20CM, CERA-20C e NOAA20CR apresentaram padrões espaciais de variabilidade semelhantes nas variáveis analisadas, sendo que a reanálise centenária acoplada CERA20C do ECMWF mostrou-se estatisticamente mais confiável na representação dos dados de precipitação continental na América do Sul. A correlação do índice do Dipolo do Atlântico Sul com a precipitação continental na América do Sul apresentou os maiores valores nas áreas costeiras da Região Nordeste, Sudeste e Sul do Brasil. Os efeitos do dipolo do Atlântico Sul nas anomalias de precipitação continental na América do Sul foram mais evidentes na escala sazonal e exerceram maiores influências nas Regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. O Teste de Rodionov aplicado às estações chuvosa e seca do sistema de Monções na América do Sul apontou uma estabilidade nas referidas estações, com poucas mudanças de regime do padrão médio da precipitação no período de 1901 a 2010. Tomando como base a literatura revisada, esse é o primeiro trabalho que fez uma análise climatológica dos efeitos da TSM do Oceano Atlântico Sul na precipitação continental da América do Sul em escalas de tempo multidecadal, decadal, sazonal, mensal e diária no período de 1901 a 2010.
Palavras-chave: larga escala, temperatura da superfície do mar, Oceano Atlântico Sul,
precipitação, América do Sul.