Mestrado: Modelo de evolução galáctica com infall aleatório

Data: 
14/11/2019 - 10:00
Local: 
Auditório P217 do IAG (Rua do Matão, 1226, Cidade Universitária)


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Marcelo Augusto dos Santos Filho
Programa: Astronomia
Título: Modelo de evolução galáctica com infall aleatório

Comissão Julgadora:
Prof. Dr. Roberto Dell'Aglio Dias da Costa – IAG/USP
Profa. Dra. Beatriz Leonor Silveira Barbuy – IAG/USP
Prof. Dr. Andre de Castro Milone – INPE/São José dos Campos-SP
Prof. Dr. Charles José Bonatto – UFRGS/Porto Alegre-RS - por videoconferência
 
Resumo
Galáxias são consideradas os faróis que iluminam as regiões mais distantes do universo, sendo portanto as peças fundamentais que compõem o nosso universo observável. Compreender como galáxias de diversas morfologias se formam e evoluem é essencial se quisermos realizar cosmologia de precisão. No entanto, sua formação ainda é um processo um tanto quanto enigmático. Modelos cosmológicos modernos parecem bem sucedidos em explicar as maiores estruturas do Universo. No entanto, ainda falta uma imagem completa de como as galáxias são capazes de formar suas estrelas da maneira como as vemos e sua evolução através do tempo cósmico. Nessa dissertação aperfeiçoamos o modelo semi-analítico de evolução química de galáxias elípticas desenvolvido por Idiart et al. (2007), de modo a considerar eventos de infall aleatório no tempo, como feito atualmente na maior parte das simulações cosmológicas de N corpos, desconsiderando o vento galáctico como fonte de gás quente observado ao redor de galáxias elípticas. O modelo considera a acreção de gás frio e pobre em metais, oriundo dos filamentos galácticos, na formação de galáxias, para uma avaliação mais clara do impacto dos modelos de infall aleatório na sua evolução. Futuramente consideraremos um modelo de infall de gás quente e frio, para que possamos explicar também a presença de gás quente ao redor das galáxias elípticas. Para a execução foi utilizado o software livre R e os resultados foram testados e comparados com o modelo de infall exponencial de Idiart et al. (2007) e com dados observados. Os resultados mostram que um modelo de infall aleatório não é, por si mesmo, suficiente para explicar os dados observados de galáxias elípticas, pois podem apresentar idades médias de população estelar muito inferiores ao observado atualmente. Consequentemente foram propostos modelos de infall aleatório cuja acreção da maior parte do gás ocorre após poucos bilhões de anos do começo da formação da galáxia, de modo que os modelos de evolução química gerassem resultados compatíveis com os dados observados.
Palavras chaves: Galáxias elípticas, evolução química, infall aleatório