Mestrado: Metil acetileno em G331.512-0.103: Olhando para a formação de estrelas massivas através das lentes da química

Data: 
25/02/2021 - 09:00
Local: 
Transmissão online


Defesa de dissertação de mestrado
Aluno: Julia de Carvalho Santos
Programa: Astronomia
Título: “Metil acetileno em G331.512-0.103: Olhando para a formação de estrelas massivas através das lentes da química”

Comissão Julgadora:
Prof. Dr. Jacques Raymond Daniel Lepine - IAG/USP – por videoconferência
Prof. Dr. Amaury Augusto de Almeida – IAG/USP – por videoconferência
Prof. Dr. Bertrand Andre Le Floch – CNRS/Institut de Planétologie et Astrophysique de Grenoble - por videoconferência
Prof. Dr. Leonardo Jaime Bronfman Aguiló – Universidad de Chile – por videoconferência
 
 
 
Resumo:
Nesta dissertação de mestrado, nós pretendemos explorar as propriedades físicas de regiões de formação estelar massiva através de seus espectros de emissão molecular, os quais têm a capacidade de prover informações importantes a respeito da fonte. Dessa forma, nós conduzimos um survey espectral de metil-acetileno (CH 3 CCH) no Hot Molecular Core/Outflow massivo G331.512-0.103, usando o telescópio de 12 m APEX. As nossas observações resultaram na detecção de 41 linhas nítidas e não-contaminadas de CH 3 CCH no intervalo de frequências entre 172 e 356 GHz. Através de uma análise assumindo o Equilíbrio Termodinâmico Local, na qual utilizamos diagramas rotacionais, determinamos T exc =47.1 ± 1.2 K, N tot (CH 3 CCH) = 6.9 ± 0.5 x 10 15 cm −2 e X[CH 3 CCH/H 2 ] ≈ (1.5–7.6) x 10 -8 para uma região extensa de emissão (~10’’). Nós observamos que as intensidades relativas das linhas com K=2 e K=3 em um determinado K-ladder apresentam uma forte correlação negativa com o número quântico J superior da transição (r=-0.84). Essa observação foi analisada em conjunto com simulações dos espectros rotacionais puros de CH 3 CCH em diferentes temperaturas, juntamente com adaptações da técnica do diagrama rotacional. Os resultados indicaram que a emissão é caracterizada por um gradiente de temperaturas, com limites inferior e superior de ~40 e ~60 K, respectivamente. Além disso, as larguras das linhas e as velocidades dos picos apresentam, em geral, uma forte correlação com as frequências das transições, sugerindo que o gás mais quente também está associado a efeitos mais fortes de turbulência. As transições com K=0 apresentam uma assinatura cinemática ligeiramente diferente do resto das linhas, indicando que elas podem estar traçando uma componente distinta do gás. Nós especulamos que essa componente é caracterizada por temperaturas mais baixas, e portanto tamanhos maiores. No entanto, observações com maiores resoluções angulares são necessárias para verificar estas conclusões.
Palavras-chave: Astroquímica, Radio-astronomia, Metil acetileno, Hot Molecular Cores