Seminário: Estimativa de momento de dipolo de amostras geológicas a partir de mapas de microscopia magnética

Data: 
09/07/2020 - 16:30
Local: 
Transmissão online


O seminário do Departamento de Geofísica será ministrado por Eduardo Andrade Lima (Principal Research Scientist - Department of Earth, Atmospheric and Planetary Sciences - MIT).

 
Resumo: Rochas terrestres e extraterrestres podem preservar, sob a forma de magnetização remanente, registros de campos magnéticos presentes no sistema solar em épocas remotas. Como a magnetização no interior de um material não pode ser mensurada diretamente, é preciso inferi-la a partir de medidas do campo magnético por ela produzido em seu exterior. Esse processo envolve um problema inverso mal-posto, o qual é de difícil solução na grande maioria dos casos. Para contornar essa dificuldade, magnetômetros tradicionalmente utilizados em estudos paleomagnéticos inferem o momento de dipolo magnético de uma amostra geológica, o qual corresponde à magnetização integrada no volume total da amostra e representa o comportamento médio dos minerais ferromagnéticos nela presentes. No entanto, esses instrumentos são inadequados para medir rochas de composição complexa ou cuja magnetização é muito fraca. Em tais situações, microscópios magnéticos de varredura ou de imageamento apresentam grande vantagem por permitirem distinguir, em escalas sub-milimétricas, campos magnéticos fracos oriundos de diferentes minerais e de diferentes regiões de uma amostra geológica. Nesta palestra, apresentaremos três métodos para estimar o momento de dipolo magnético diretamente de mapas do campo obtidos por microscopia magnética, sem necessidade de calcular uma inversão para magnetização como passo intermediário. Discutiremos as vantagens e os problemas de cada método, e apresentaremos aplicações em amostras geológicas.