Análise geofísica, geoquímica e isotópica da Suíte Figeuria Branca, Mato Grosso, Brasil

 

Autor: 
Vinicius Hector Abud Louro
Informações Gerais
Departamento: 
geofisica
tipo: 
Doutorado
Data da Defesa: 
2017
Palavras-chave: 
Cráton Amazônico, Suíte Máfica, Campos Potenciais, Geoquímica, Nuna
Orientadores
Orientador: 
Marta Silvia Maria Mantovani e Peter Anthony Cawood

A Suíte Figueira Branca é um complexo máfico-ultramáfico no Terreno Jauru, sudoeste do Cráton Amazônico. Novos dados litológicos, geoquímicos, de raios gama e de campos potenciais, integrados com dados geológicos, isotópicos e paleomagnéticos, foram utilizados para caracterizar of pulso magmático Mesoproterozóico da suíte vinculado a um ambiente distensivo.  A Suíte Figueira Branca foi formada pela intrusão na crosta de um magma juvenil em 1425 Ma, mesma idade dos estágios tardios da orogenia Santa Helena. Em três artigos, esta suíte foi estudada em escalas desde microscópicas a continentais. Primeiramente, a Suíte Figueira Branca foi analisada através de lâminas para determinar a influência da utilização de vínculos errados ou inadequados na modelagem de dados de campos magnéticos e gravimétricos. Em seguida, a extensão do magmatismo pertencente à suite foi delimitado, via campos potenciais e gamaespectrometria, a quatro corpos ao norte da cidade de Indiavaí, MT - Brasil. A modelagem dos dados de campos gravimétrico e magnético indicaram que as fontes dos sinais geofísicos se encontram em horizontes rasos ou aflorantes. Estas intrusões apresentam um alinhamento noroeste por mais de 8 Km, com magnetização remanente significativa consistentes direções publicadas em estudos paleomagnéticos. O crescente enriquecimento de Elementos de Terras-Raras leves em corpos gabróicos da suíte foi  interpretado como evidência de fracionamento progressivo do magma. A instrusão, a mineralogia e a assinatura geoquímica indicaram um ambiente de extesão de retro-arco durante os estágios finais da orogenia Santa Helena. A terceira parte deste trabalho consistiu na avaliação de reconstruções através de dados de campo magnético do supercontinente paleo- a mesoproterozóico Nuna. O mapa global de anomalia magnética, EMAG2, permitiu observar continuidades de lineamentos e regimes magnéticos em domínios de idades similares em diferentes crátons (Amazônico, Báltico, Oeste Africano, do Norte da China). Estas propriedades magnéticas indicaram a teoria que melhor se adequava aos dados de campo magnético, e sugeriram o ambiente regional onde o Terreno Jauru se encontrava na época da intrusão da Suíte Figueira Branca.

AnexoTamanho
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