Inversão sequencial de dados magnéticos para a modelagem de fontes heterogêneas com geometria complexa

 

Autor: 
William Pareschi Soares
Informações Gerais
Departamento: 
geofisica
tipo: 
Doutorado
Data da Defesa: 
2020
Palavras-chave: 
Inversão sequencial. lineamentos magnéticos. teste de homogeneidade. Azimute 125.
Orientadores
Orientador: 
Carlos Alberto Mendonça

Diversas abordagens de inversão de dados magnéticos se baseiam na premissa de que as fontes que geram os campos observados em superfície possuem magnetização homogênea em termos de direção e intensidade. Tal premissa nem sempre pode ser verificada, mas permite a utilização de grandezas (Intensidade do Gradiente da Anomalia - IGA, Intensidade do Campo Vetorial Anômalo - ICVA, entre outras) que independem da inclinação da magnetização, para recuperar a geometria, profundidade e intensidade de magnetização na interpretação quantitativa de feições geológicas bidimensionais (2D). Esse trabalho apresenta procedimentos para verificar a homogeneidade da magnetização de fontes 2D a partir da incorporação de um vínculo binário quando se inverte grandezas decorrentes da razão entre as grandezas ICVA e IGA. O procedimento utiliza a inversão em etapas (ou sequencial) para facilitar a convergência da abordagem não linear. A primeira etapa recupera uma distribuição de magnetização a partir da inversão conjunta da ICVA e da IGA com vínculos de suavidade e de variação intervalar para a intensidade de magnetização. A solução obtida é utilizada como solução inicial para ajustar a razão entre a ICVA e a IGA sob vínculo de compacidade. Um teste de homogeneidade é configurado ao se encontrar uma solução binária que permite ajustar os dados resultantes da razão da ICVA pela IGA. Uma vez validado com simulações numéricas, o procedimento proposto é aplicado para inverter um perfil magnético terrestre interceptando a anomalia de Rio Claro, associada a um corpo intrusivo básico da Província Magmática do Paraná-Etendeka, e interpretação de dados magnéticos aéreos com lineamentos proterozóicos descritos como AZ125. Testes numéricos e aplicações em dados reais sugerem que domínios homogêneos em estruturas heterogêneas podem ser reconhecidos, bem como estimativas representativas para a magnetização (inclinação e intensidade) para corpos magnéticos não-aflorantes.