Valley-mountain circulation associated with precipitation formation in the tropical Andes (Rio Santa Basin

 

Autor: 
Alan Jesus Garcia Rosales
Informações Gerais
Departamento: 
meteorologia
tipo: 
Mestrado
Data da Defesa: 
2019
Palavras-chave: 
Andes tropicais, padr￵es de circula￧ ̄o, WRF, ciclo diurno de precipita￧ ̄o.
Orientadores
Orientador: 
Rosmeri Porfirio da Rocha

Durante o verão austral, a precipitação na bacia do rio Santa, localizada nos Andes tropicais, é fortemente influenciada pela interação entre a circulação de grande escala e os processos locais. No entanto, essa interação não é totalmente conhecida até o momento. Portanto, a identificação dos padrões de circulação, e como a interação dos mecanismos de escala local e regional influenciam no desenvolvimento das chuvas é o objetivo principal deste trabalho. A análise utilizou simulações de alta resolução do Weather Research and Forecasting (WRF) aninhadas na reanálise do ERA5. Diferentes combinações de parametrizações foram avaliadas, em simulações do WRF com espaçamento de grade horizontal de 5 km, a fim de encontrar a configuração mais adequada para simular o ciclo diurno observado da precipitação. Uma vez identificada a configuração, simulações aninhadas mais longas (de dezembro de 2012 a março de 2013) com espaçamento de grade horizontal de 6 km e 2 km foram realizadas. Estimativas (TRMM, CMORPH, PISCO, CHIRPS) e observações locais de precipitação foram usadas para validar as simulações. A configuração selecionada para o WRF consiste principalmente na microfísica Goddard e parametrização do cumulus de Betts-Miller-Janjic. Esta configuração é capaz de simular as principais características do ciclo diurno observado de precipitação, de acordo com as observações locais. No entanto, o modelo ainda superestima a precipitação. Ao avaliar a circulação associada ao ciclo diurno de precipitação, identificou-se um escoamento do oeste durante o dia, perpendicular aos Andes, adentrando pelo setor norte da bacia. Este escoamento próximo da superfície mostrou-se vital para o desenvolvimento das chuvas nas encostas ocidentais da bacia, desde o meio-dia até meio da tarde. Ao mesmo tempo, no lado leste da bacia, o transporte de umidade costeira converge com aquele vindo da Amazônia, causando precipitação. Por outro lado, entre o final da tarde e início da noite, as chuvas predominam na vertente leste associada à persistência de ventos ascendentes. Estes resultados contrastam com a maioria dos estudos que indicaram a bacia Amazônica como uma fonte exclusiva de umidade para a formação de precipitação sobre os Andes.