Eder Molina: “São coisas que poderiam ter sido resolvidas com uma breve conversa, mas que viraram uma bola de neve”

selo decorativoEder Molina é professor do Departamento de Geofísica e um dos responsáveis pela disciplina “Introdução à Geofísica I”, oferecida aos ingressantes do curso de Geofísica. É membro titular na Comissão de Graduação e também é orientador no Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Astronomia. Possui forte atuação em atividades envolvendo a comunidade externa, desde estudantes de Ensino Médio (na pré-Iniciação Científica) a participantes do programa USP 60+. Conversamos na segunda semana de 2021 sobre os desafios para a graduação e as esperanças dos alunos da Terceira Idade.
 
 
Como você está atualmente, depois desses meses de pandemia de isolamento?
Eu estou bem sim, agora que passou o susto, já me acostumando com um possível “novo normal”. Acho que entramos em regime permanente na maioria das coisas.
 
Talvez seja um “permanente temporário”.
Mas esse temporário vai durar um pouquinho mais, então acho que ainda tem que ser considerado como permanente. Não sei se volta muita coisa a curto prazo. [As aulas presenciais] devem ser só no segundo semestre, pelo andar da carruagem. Estou ouvindo muito sobre “ensino híbrido”, e isto me parece um certo eufemismo para indicar que não será presencial, e pronto, vamos continuar assim por mais um ano. É um nome bonito, mas temeroso para mim.
 
Estou tentando conversar com os professores que costumam conhecer os alunos já no primeiro ano. Você é um dos responsáveis pela disciplina “Introdução da Geofísica”, que entrou em formato online depois de duas ou três semanas de aulas presenciais. Eu queria saber de você como foi o contato com os ingressantes praticamente todo feito a distância.
Olha, foi triste. Foi arrancar a criança da mão da mãe para levar para a UTI. Foi algo bem traumático, para alunas e alunos e também para mim. Eu gosto muito desse contato, desse olho no olho. É assim que eu consigo fazer um “diagnóstico” com o aluno – se ele está "perdidão", se ele está precisando de uma ajuda. Ele acabou de entrar na Universidade, e às vezes sente que entrou no curso errado. Então isso fez uma diferença muito grande para a pior, para mim, e eu acredito que para eles também. Muitos me escreveram, enviaram emails perguntando muitas coisas que facilmente teríamos conversado no corredor, ou enquanto está começando a aula, quando sentamos para conversar com eles.
Então com certeza ficaram muitas dúvidas para eles. Os mais corajosos resolveram escrever, mas daquele jeito sem graça – “Olha, professor, desculpa… eu não queria atrapalhar… eu sei que…”
Os alunos normalmente acham que o papel do professor é só escrever equações na lousa, e só perdem esse medo no primeiro semestre, no contato do dia a dia. Eu senti que muitos alunos carregaram muitas dúvidas, não sobre a disciplina em si, mas sobre como sobreviver na Universidade, como dar conta do curso. São coisas que discutimos coloquialmente antes das aulas, durante as aulas, depois das aulas, no corredor, no meu laboratório, e que desta vez não tivemos como fazer deste jeito.
E por outro lado eu também não tive a chance de conhecê-los e saber como adequar melhor o curso. Porque isso também é muito importante: cada curso é desenhado para cada turma. Primeiro nós sentimos como a turma é, como são os ingressantes, e depois tentamos direcionar os assuntos da Introdução à Geofísica para atender aquela vertente. Então se o assunto do momento é água em Marte, nós usamos a água em Marte para explorar como a Geofísica pode ajudar nisso. Se o negócio é cometa, se é Sol, se é falta de água, se é petróleo – nós sempre tentamos explorar como um problema geofísico, porque isso é um atrativo. Nós desenhamos o curso a partir do que percebemos nos alunos, e neste ano não deu para sentir o "pique” deles. Em particular, eu acho que o pessoal do primeiro ano perdeu muito com [o ensino a distância].
 
A Profa. Andrea Ustra, que divide a disciplina com você, comentou que vocês tentaram algumas estratégias para aliviar um pouco a distância.
Sim, a ideia foi tentar fazer o que já fazíamos presencialmente. Foi um empenho muito grande da Andrea, do Renato [Prado] e meu para ficarmos presentes em 100% do curso, e fora das aulas também. Nós nos reuníamos para tentar ver essas estratégias, e quando aparecia alguma coisa nova que era legal nós procurávamos os dados para mostrar e discutir [nas aulas]. Tivemos esse cuidado para tentar cobrir essa lacuna.
 
O Prof. Eder Molina na recepção aos ingressantes de 2020
O Prof. Eder Cassola Molina durante a Semana de Recepção, uma das últimas atividades presenciais com calouros em 2020
 
Nos anos mais recentes, o bacharelado em Geofísica está enfrentando o problema da evasão. Como ficou essa questão no cenário de aulas online?
Ainda está muito confuso, porque a exclusão e o trancamento de matrículas de alunos do primeiro semestre demoraram muito a serem realizados no sistema. Foi pedido para nós não registrarmos as notas de quem pediu para excluir ou para trancar a disciplina, mas até ontem, quando eu entrava no [sistema] Júpiter, alguns alunos do primeiro semestre ainda apareciam como “pendente”, como se eu precisasse cadastrar essa nota. Isso foi corrigido agora, e estou avaliando o resultado geral do ano de 2020.
Então eu não tenho ainda ideia de quantos alunos “sobreviveram” a essa história. Parece que foram poucos os que desistiram e trancaram formalmente; tenho a impressão que foi parecido com os outros anos. Por enquanto, comparativamente com os anos anteriores, eu não notei uma “hecatombe”. Vamos ver como as coisas vão andar… 
 
Em termos de número de formandos, a Geofísica ficou abaixo da média neste ano.
Mas isso reflete como o curso está há bastante tempo. Algumas análises que já fizemos apontam para a possibilidade forte de fatores externos, a flutuação do mercado. A Geofísica "bombou" na época do pré-sal, mas caiu com a crise da Petrobras. O grande apelo é o petróleo, e as pessoas não enxergam os outros atrativos da Geofísica, que ainda são pouco divulgados. Eu acho que isso não teve a ver com a pandemia. Tem a ver com o curso, e estamos bem preocupados com isso.
Inclusive o bacharelado em Geofísica do IAG caiu para quatro estrelas no Guia do Estudante (atual Guia da Faculdade), depois de mais de uma década com cinco. Não tem nenhum outro curso de Geofísica com cinco estrelas, mas isso não me consola. Ainda não entendi o porquê de ter perdido essa estrela, estou analisando os dados que eu enviei e os dados de outras instituições que eu avaliei. 
Eu fiz alguns gráficos e vi que o número de alunos matriculados está caindo a uma taxa constante, e isso me assusta. Apesar de preencher todas as vagas [de ingressantes] todos os anos, o número de alunos presentes no curso está caindo vertiginosamente. O que está acontecendo?
 
E, para 2021, teremos uma turma que está fazendo o vestibular na pandemia, que vai se matricular em abril e provavelmente iniciar no formato online.
Ainda tem os ingressantes do SiSU (Sistema de Seleção Unificada), que não sabemos quando irão entrar. Então será um ano bem ruim nesse sentido, e de novo vamos tentar motivar esse pessoal que quer ficar no curso, e orientar os alunos que não querem ficar. 
 
Uma coisa que eu pensei muito por conta desse isolamento é o seu laboratório, que sempre foi muito frequentado pelos alunos. Sempre tinha alguém trabalhando, ou conversando com você, e neste ano ele não ficou aberto. Foi possível manter essa comunidade de forma remota?
Mantive contato com alguns estudantes por WhatsApp, mas muito incipiente em comparação ao presencial. O laboratório sempre teve frequência de alunos e alunas dos três cursos, e às vezes eles traziam amigos do Instituto de Física, das Ciências Moleculares. Era um espaço para todo mundo, onde eles discutiam, entre si e comigo,  temas gerais da Universidade, temas de computação, temas da Física, e temas que não estavam diretamente relacionados ao curso, ou só ao IAG. E isso era um espaço importante, que ajudava muito os alunos e também me ajudava. Porque quando eu tenho esse retorno dos alunos, eu consigo entender melhor o que está acontecendo e vejo quais as necessidades deles. E isso pode ser uma tendência de outros alunos também,  então eu posso tomar algum tipo de medida para ajudar.
Para exemplificar o grande problema adicional que enfrentamos por conta do distanciamento, tivemos um problema sério de comunicação com a questão da exclusão e trancamento de disciplinas da Graduação. Os alunos não conseguiram um feedback rápido do IAG com relação às dúvidas que eles tinham, e acabaram tomando atitudes [precipitadas]. São coisas que poderiam ter sido resolvidas com uma breve conversa ou resposta rápida a um email, mas que viraram uma bola de neve.
Tivemos um problema pontual com [as disciplinas] Física I e Física II, que é  um terreno delicado. A  Física tem bons professores, que acompanham a turma e que têm experiência, e que são exigentes. E não há motivo para criticarmos um professor que busca uma qualidade, que quer formar bons alunos, bons físicos. Mas nós sempre brincamos, desde meu tempo de graduação, que as notas das provas de Física eram tabelas de seno e cosseno, cheias de zeros e ums, e às vezes até valores negativos! (risos) Alguns professores na Comissão de Graduação tiveram essa mesma experiência [quando eram estudantes]. E, somado à pandemia, isso deve ter sido um desastre.
O aluno, nesses casos, prefere excluir a disciplina, porque assim ela é removida do histórico escolar, e isso não afeta futuramente [nos pedidos de bolsa]. Só que o período de exclusão costuma acontecer somente antes do período de trancamento. 
Em 2020, por causa de toda essa situação [da pandemia], a Pró-Reitoria de Graduação autorizou que as unidades estendessem o período de exclusão ao longo de todo o ano. O IAG fez isso no primeiro semestre. Mas, no segundo semestre, o IAG não tinha aderido. Isso gerou uma verdadeira guerra. Quando o aluno reclamava para a Seção de Graduação, a resposta vinha de acordo com o que está no regulamento. O aluno precisava de um contato mais pessoal, e se sentiu desamparado. Só mais pra frente é que a Comissão de Graduação voltou a aceitar pedidos para exclusão. Então isso criou muito ruído. 
Teve uma outra norma que causou um problema parecido, quando foi autorizado excepcionalmente que o aluno se matriculasse em uma disciplina sem ter cumprido o pré-requisito para cursá-la. Era uma Portaria da Pró-Reitoria de Graduação, mas o sistema [Júpiter] não permitia. De novo, foi um verdadeiro inferno. O aluno reclamava para o Serviço de Graduação, reclamava para a Comissão de Graduação, “reclamava para o Papa”. Eles precisavam de alguém que respondesse. Era uma coisa pequena, que virou um monstro enorme, e que se alastrou entre os grupos de estudantes de todos os cursos do IAG.
São dois exemplos emblemáticos de problemas de comunicação que, sem a pandemia, teriam sido resolvidos em minutos com uma conversa. Os alunos do IAG estão acostumados a terem essa atenção, a receberem até mais informação do que precisam. Surgiram algumas feridas, e podem ficar algumas sequelas [nessa relação] do aluno com o Serviço de Graduação e com a Comissão de Graduação.
 
Essas questões foram resolvidas depois?
Depois conseguiram. Um destes problemas aconteceu com Física II e Laboratório de Física Experimental II. O aluno não pode se matricular no Laboratório de Física II se não estiver matriculado em Física II. Como foi autorizado que os alunos fizessem Física II sem o pré-requisito [de Física I], eles decidiram se matricular nas duas.
Os professores até tentaram adaptar a Física II para esses alunos que tiveram dificuldades [em Física I], mas continuou sendo muito difícil. E então no meio do semestre, diversos alunos quiseram excluir a Física II. Só que o sistema [Júpiter] exigia que eles também cancelassem Lab II, e os alunos queriam continuar [nessa disciplina]. Aos "47 minutos do segundo tempo", em novembro, salvo engano, isso foi finalmente autorizado no sistema. Imagina o estresse para esse aluno, e também para o ministrante. Isso gera um clima que não é legal.
 
A sua aluna do Mestrado Profissional em Ensino de Astronomia defendeu a dissertação neste ano. Como foi o processo de orientação e de defesa a distância?
No Mestrado eu não tive problemas. Eu sempre tive sorte, porque meus alunos são excelentes e caminham bem sozinhos, quando necessário. A principal dificuldade foi a defesa: a minha aluna ficou insegura de apresentar em casa porque a conexão dela não era tão boa. Ela tinha essa preocupação de ser prejudicada caso ela tivesse um problema de conexão.
Nós tínhamos essa opção de [a aluna e eu] estarmos no IAG, mas existia um desdobramento porque isso exigia que alguém do Serviço de Multimeios também se deslocasse ao IAG. Ainda estávamos no início da pandemia, tudo era mais nebuloso e havia muito receio de ter que sair de casa. Ninguém queria ser irresponsável. Então por um lado, o pessoal [do Serviço de Multimeios] estava receoso de ir ao IAG, mas se colocou à disposição. Por outro lado, a aluna estava muito preocupada com esse problema da internet, de apresentar de casa. Nós ficamos entre a cruz e a espada.
Parece simples, mas foi um momento delicado. Como de costume, o pessoal do IAG trabalhou muito bem e conseguimos fazer essa defesa [no Instituto]. E essa era a última aluna que eu tinha na Pós-Graduação. Foi uma maneira, digamos, emocionante, de encerrar minha carreira nesta área.
 
Você tem orientandos na graduação? Eles conseguiram realizar suas pesquisas neste ano?
Eu tinha poucos alunos de graduação comigo. Os que têm bolsa PUB estão trabalhando com a divulgação da Geofísica nas redes sociais, então eles já trabalhavam meio a distância e não precisavam ir ao laboratório ou fazer coleta de dados presencialmente.
Por isso eu não tive ninguém que tenha sido prejudicado [nesse sentido]. O meu laboratório é computacional, e não de coleta e análise de amostras, como seria um laboratório de Química ou o de Paleomagnetismo. Então nós fizemos o que vínhamos fazendo, só que em casa.  
 
E você conseguiu fazer pesquisa, considerando o tempo de adaptação das aulas?
As outras coisas que não são aula ou reunião? Existem? (risos) Na pesquisa eu consegui um resultado curioso. No segundo semestre, duas pesquisadoras com quem eu havia colaborado antes me pediram dados para alguns papers. Nós conversamos, eu mostrei os dados e outras coisas em que eu poderia contribuir. No fim, foram submetidos dois papers. Um foi aprovado agora no final do ano, e o outro está em análise. Curiosamente, eu consolidei a distância essa parceria que estava adormecida no presencial.
Mas o tempo que eu pude dedicar para a pesquisa foi ínfimo, devido ao tempo que precisamos dedicar para preparar uma boa aula, para acolher os alunos com um bom ambiente, para pensar em estratégias...E para participar de uma infinidade de reuniões virtuais. Eu achava que não teríamos tantas reuniões durante a pandemia, mas o pessoal se acostumou rápido com a reunião virtual. O número de reuniões foi brutal no primeiro semestre, foi um rolo compressor de abril até julho. Depois entramos no regime permanente e ficamos só com as reuniões essenciais. Parece que a burocracia sempre se adapta muito rápido.
 
Durante o primeiro semestre você tinha um trabalho de pré-Iniciação Científica em andamento. Sempre é desafiador trabalhar com alunos que não estão frequentando a Universidade, e no caso de 2020 eram alunos que não estavam frequentando a própria escola. 
Era uma turminha que eu já orientava. E os alunos gostam muito [da Pré-IC], então uma turminha sempre engata na outra. Quando a turma de 2018 estava terminando, já tinha esse interesse dos alunos que viriam a ser a turma de 2019. Eles trabalhavam junto [com a turma anterior] como voluntários, sem bolsa. E eles apresentaram pôster no Simpósio de Iniciação Científica [de 2019], foram premiados com o segundo lugar, competindo com alunos regulares de graduação – e note que eles são alunos do 1º ano do Ensino Médio!
Essa turma ficou comigo até o começo de 2020. Mas aí a pandemia bateu feio. Eles não conseguiram fazer as atividades a distância, sozinhos, e o rendimento caiu brutalmente. Em parte porque eles também precisavam se acostumar com as aulas em casa, mas também porque “cortamos o cordão umbilical” muito cedo. Nessa idade eles não respondem tão bem com tarefas delegadas, eles precisam de [uma atenção mais próxima]. Foi um final triste para a Pré-Iniciação Científica, para mim.
Mas é muito legal trabalhar com alunos de [Pré-IC], eles são muito empolgados e têm muita vontade. Eles respondem muito bem presencialmente. Parece até que nós [professores] roubamos um pouco da energia deles para nós mesmos.
 
No outro extremo deste espectro, temos o programa USP 60+, com os alunos da “terceira idade”. Essas atividades foram suspensas logo no início da pandemia, porque se trata de um grupo de risco. Mas você também sempre teve muito contato com eles e fez até uma reunião virtual no final do ano.
Em 2020 eu não iria dar o curso do Departamento [de Geofísica] para eles, porque o curso foi designado para outra pessoa. Mas já no começo da pandemia [tomou-se a decisão] de adiar o curso, que seria em maio, e depois percebemos que não seria mesmo possível no primeiro semestre. Mas eu estava sempre cutucando a turma, enviava piadas sobre o grupo de risco e perguntava como eles estavam. Uma das alunas sempre me responde, ela me diz que está com saudades dos meus “desaforos” (risos). E os alunos me pediam muito para fazer um curso para eles. 
E nós do Departamento pensamos em fazer um curso online no segundo semestre, mas estávamos todos muito sobrecarregados. Eu estava com duas disciplinas para ministrar que foram bem “punk”. Então para o ano não passar em branco, nós fizemos esse encontro virtual [com os alunos da terceira idade] em dezembro. O pessoal participou muito bem, foi bem legal. É um vínculo forte que nós temos. Eles sabem que o IAG é uma porta aberta para eles. Esse encontro foi uma coisa que aliviou a alma.
E eu vou ministrar esse curso [do programa USP 60+] em 2021. Eu tinha uma certa esperança que poderia ser um curso híbrido, mas ele deve ser totalmente virtual. E já até pedi para eles me sugerirem alguns temas. E já temos a primeira reunião virtual de 2021 agendada. 
 
Para terminar, queria saber como foi sua adaptação em casa, com a família, com a calopsita…
Foi tranquilo. O Dino [a calopsita] está sempre comigo, no meu ombro. E quando eu falo, ele "fala" também. Acho que ele pensa que estou falando com ele. Em algumas reuniões mais sérias, ou na gravação das aulas, eu tinha que levar ele para outro lugar, porque a frequência do som do piado dele é muito alta, e o áudio vai todo para ele. Nas aulas de Astronomia em que eu participei, com o Prof. Amaury [Almeida], eu tive até que mostrar o Dino, porque os alunos ouviram e quiseram conhecê-lo. Também tem a cachorra, a Mel, que às vezes latia… mas essa adaptação não foi difícil. Ela, como vários alunos, logo dormia durante as aulas… (risos)
E tem a molecada de casa nos esquemas deles – um está trabalhando em casa, o outro está estudando e trabalhando em casa. Mas acho que conseguimos nos adaptar rapidamente. Eu fico no meu cantinho, eles têm os cantos deles. E o Dino e a Mel estão se adaptando bem, está tudo sob controle.
 
 

 

Esta entrevista faz parte de uma série de conversas com membros da comunidade IAG para refletir sobre o ano de 2020 e os efeitos da pandemia em nossas atividades. Alguns trechos foram editados, para maior clareza. Leia todas as entrevistas no nosso especial no site do IAG.
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