Ricardo Trindade: “Nós nos preparamos desde muito cedo, porque vários alunos dependiam do laboratório”

selo decorativoRicardo Ivan Ferreira da Trindade é docente do Departamento de Geofísica e vice-diretor do IAG. Como presidente do comitê interno que avalia questões relacionadas à retomada no IAG, acompanha ativamente as movimentações para o retorno seguro às atividades presenciais. Na segunda semana de 2021, conversamos sobre adaptações em aulas práticas, as dificuldades para grandes pesquisas em andamento e como é ficar em casa por tanto tempo.
 
 
A primeira pergunta que eu sempre faço é: como você está, depois de tantos meses de pandemia e isolamento social?
Nós fizemos isolamento por um bom tempo. Eu cheguei da Argentina no dia 17 de março, e daí pra frente ficamos em casa praticamente o tempo inteiro. Agora no mês de dezembro eu vim para Natal (RN) para a casa dos meus pais. Passei uma semana isolado [depois da viagem] e fiz um teste antes de vir para a casa. Estamos aqui com a família, todos testados e isolados.
 
Você tem aulas que são práticas, que normalmente têm atividades de campo. Como você fez para adaptar as suas disciplinas?
Eu tive aulas no primeiro e no segundo semestres. No primeiro semestre, eu senti que a novidade das videoaulas e a natureza das disciplinas, que eram de Pós-Graduação, facilitaram a implementação dessas aulas por vídeo. Houve bastante discussão, foram aulas muito participativas, todos ficaram muito satisfeitos. No segundo semestre foi um desafio maior, porque as pessoas já estavam um pouco cansadas desse modelo de videoaula, cansadas de ficarem em casa, e porque eu tinha exatamente essa disciplina prática. É uma disciplina em que eu levo as pessoas para o campo, mas que também tem prática em sala de aula, porque eu apresento amostras de minerais e rochas que eles manipulam. [Para ministrar esse curso à distância], o Vagner [Elis] e eu montamos alguns kits de rochas e minerais e mandamos para os alunos. Cada aluno recebeu um kit equivalente ao que ele trabalharia em sala de aula, mas em casa. A sorte é que foi uma turma pequena de apenas cinco alunos – geralmente nós temos até 40. Então conseguimos fazer dessa forma. Os alunos que estavam em São Paulo foram ao IAG buscar o kit, e nós mandamos os kits dos que estavam fora de São Paulo pelo correio.
Essa aula foi bastante interessante. Eu descobri também uma série de vídeos, porque as universidades ao redor do mundo começaram a preparar material para substituir os campos. Tem em especial um material da Universidade do Arizona (EUA) que são estruturas interativas em 3D em que você pode caminhar por grandes afloramentos do mundo. Tem uma visita ao Grand Canyon, uma visita aos locais em que se descobriu o limite K-Pg, que é o limite da extinção dos dinossauros, entre o Cretáceo e o Paleógeno. Então nós pudemos usar esse material e “ir” para esses locais, com fotos em 360 graus e vídeos explicativos. Nessa ferramenta virtual, você pode acionar o microscópio e ver a imagem microscópica do que está sendo visto na rocha na parede do afloramento. São [materiais] muito legais, e é impressionante como isso foi feito de forma rápida.
Então essa disciplina do segundo semestre teve uma parte prática que nós fazíamos via câmera. Os alunos tinham as amostras deles, eles ligavam a câmera e iam inspecionando as amostras, enquanto eu orientava remotamente. E uma vez por semana nós fazíamos essa visita virtual para [diferentes] lugares do mundo. A ideia era tentar passar para eles, mesmo nesse ambiente que não é o normal, como é a experiência de visitar um afloramento, o que nós devemos fazer, qual é a abordagem: primeiro observando na escala macro, depois na micro, fazendo as questões e as hipóteses, e testando as hipóteses usando os dados geológicos. Para [essa finalidade], acho que conseguimos. Mas eu notei um menor engajamento dos alunos, mesmo tendo todas essas experiências novas.
 
Prof. Ricardo Trindade durante aula prática em campo com alunos do Bacharelado em Geofísica
Prof. Ricardo Trindade durante aula prática em campo com alunos do Bacharelado em Geofísica
 
Essas ferramentas de visita virtual eram abertas, ou você precisou de uma autorização das universidades que desenvolveram?
Elas eram abertas. Nós tivemos que nos inscrever no canal deles, imagino que seja para manter um registro de quem está usando, mas não precisamos de autorização especial.
 
Sobre essa variação do engajamento, estou vendo muitas experiências diferentes. Para algumas pessoas, o primeiro semestre foi muito conturbado porque havia a expectativa de voltar ao presencial. 
Eu notei que no início do segundo semestre ainda havia um engajamento, mas à medida que o tempo foi passando, as pessoas foram se desligando das aulas, até por outras questões. As pessoas estavam se cansando do ambiente virtual.
 
Você também está envolvido em muitas colaborações de pesquisa. Foi possível dar continuidade? O que vocês estão enfrentando de mais complicado, e o que puderam fazer para amenizar?
Este ano foi particularmente difícil, porque eu tinha programado três atividades que dependiam de viagens internacionais de grupos grandes.
Eu tenho um projeto com um pessoal de Harvard que é de ensino, que é uma disciplina conjunta entre Harvard e USP. Nós trouxemos um pessoal de Harvard para fazer um campo em janeiro. A Rosely [Vieira de Sousa]  participou da organização dessa atividade. Em março, nós íamos levar os alunos brasileiros para Harvard, e isso não aconteceu. Foi uma frustração muito grande, para nós e principalmente para os alunos. Tivemos que desenvolver essa atividade de forma virtual: o professor de Harvard dava aulas por lá, eu também dava aulas aqui, e no final do semestre juntamos os dois grupos para uma sessão conjunta de exposição dos trabalhos de cada aluno. Foi bem aquém do esperado, porque todo mundo esperava estar em Harvard e ter um treinamento dos alunos com um equipamento específico que só eles têm.
A segunda atividade que não conseguimos cumprir foi no projeto temático. Temos que fazer uma perfuração científica na região de Corumbá (Mato Grosso do Sul). A perfuração científica permite ir para o passado distante da Terra: quanto mais profundo na geologia, mas distante no passado você chega. Essa perfuração deveria ter sido feita em 2020 e teria a participação de vários colegas do exterior. É um grupo grande que se reúne para acompanhar esse trabalho. Esse trabalho é auditado, os resultados são enviados praticamente em tempo real para a Alemanha, e depois nós também mandamos para lá todos os resultados e parte das amostras. Nada disso pôde ser feito.
Isso fez com que o nosso projeto temático fosse atrasado em um ano, porque não é possível fazer a análise enquanto o material não for coletado. Isso é um problema, está sendo um problema. Adiamos essa perfuração para fevereiro, ou seja, no mês que vem. Já está tudo contratado, a empresa [da perfuração] está contratada, mas a situação da pandemia em Corumbá não está fácil. E os pesquisadores das universidades do Reino Unido não estão autorizados a virem para o Brasil. Então estamos pensando em adiar mais uma vez. Foi uma perda enorme para o projeto, porque uma parte importante dele é a análise desse material. Eu pedi prorrogação de um ano para a FAPESP, e isso foi aprovado, mas é um problema também porque é um projeto internacional envolvendo o Brasil e vários grupos europeus, para perfurações no Brasil, na África e na China. Conseguimos fazer uma perfuração na África em 2019, mas ficou faltando um pedaço – que não pôde ser feito em 2020. A do Brasil seria em 2020, e também não pôde ser feita. A da China seria em 2021, mas não sabemos como vai funcionar.
É um projeto grande: além da FAPESP, tem a participação do NSF (Estados Unidos), do NERC (Reino Unido). Está tudo parado, e não sabemos como ele vai acontecer.
A outra coisa que aconteceu é que atualmente sou secretário de uma associação internacional e nesse ano de 2020 teríamos um congresso enorme na Índia, com reuniões dos comitês. Isso também não aconteceu. Todas as atividades de congressos planejadas para 2020 não aconteceram. Alguns aconteceram virtualmente, mas eu notei que nós perdemos muito com esses congressos virtuais. Você perde o contato extra-palestra, quando você encontra as pessoas e conversa sobre o que você está fazendo. Nessas conversas informais durante congressos surgem oportunidades de projetos, de colaborações, e isso não aconteceu [no formato virtual].
 
Esse formato virtual parece ter funcionado melhor para reuniões de grupos já formados. Eu percebi que o seu grupo passou para o online algumas atividades que vocês faziam antes, como o PaleoCafé. Como foi a adesão para essas atividades?
Na verdade, esse foi o lado bom da caminhada para o virtual. Nós começamos o nosso PaleoCafé porque o Laboratório [de Paleomagnetismo] sempre recebe muita gente de fora do IAG, são cerca de 80 pessoas a cada ano. Então nós pedíamos que esses pesquisadores mostrassem o que estavam fazendo, ou o que iriam fazer no Laboratório. E isso sempre foi muito legal. Em algumas ocasiões nós fazíamos a transmissão para ex-alunos interessados em verem o que estava acontecendo no Laboratório. Mas o PaleoCafé dependia da presença das pessoas no IAG. E, com a pandemia, tivemos também a possibilidade de chamar pessoas de todos os lugares, de laboratórios diferentes. Tivemos palestra com pessoas que estavam nos Estados Unidos, na França. Foi muito bacana esse aspecto de poder contar com a participação de pessoas de lugares diferentes, que não teriam a oportunidade de participar de outra forma.
Eu mesmo dei muito mais palestras neste ano do que costumo apresentar, porque era muito fácil para me convidar. A pessoa me enviava um email me perguntando o dia, o horário em que eu estaria disponível, e eu estava lá na tela dando a palestra. E foram dez ou doze palestras, em sociedades diferentes, porque as pessoas também precisavam preencher suas agendas. O nosso seminário do Departamento de Geofísica também funcionou bem, praticamente em todas as quintas-feiras, e também tivemos muitas pessoas de fora. Foi muito interessante, por você ter essa oportunidade de convidar as pessoas sem que elas precisassem se deslocar para São Paulo. 
Também foi positivo para as bancas de pós-graduação, de livre docência e de concurso. Eu participei de várias neste ano, todas elas virtuais, e todas funcionando muito bem. As ferramentas estão muito avançadas atualmente, então é muito fácil você manter uma conversa entre quatro ou cinco pessoas nesse ambiente, sem que haja problemas [de conexão]. 
Nesse aspecto, avançamos muito em relação aos anos anteriores, e isso reduz muito o custo. O custo para se montar uma banca de cinco pessoas, trazer essas pessoas de fora de São Paulo para a USP, para fazer uma intervenção de uma hora, é muito alto. O impacto financeiro é grande, o impacto ambiental é enorme, e vemos que o ganho é muito pequeno em relação à participação virtual. Então eu acho que isso não terá volta.
 
Antes da pandemia, o IAG já realizava bancas de Pós-Graduação com membros externos, por videoconferência.
Sim, isso já existia, mas por algum tempo os sistemas não eram bons o suficiente. Os sistemas mais antigos davam muito problema, travavam, e era difícil manter dois membros virtuais simultaneamente. Agora, está muito fácil, e a conexão não precisa ser tão rápida assim. Realmente avançou muito.
 
Você mencionou que o Laboratório de Paleomagnetismo recebe em média 80 visitantes todos os anos. E vocês foram um dos primeiros a se organizarem, a se preparem para a retomada com cuidados durante a pandemia. Quais as adaptações que vocês fizeram para poderem voltar a atender esses pesquisadores?
Eu segui exemplos que eu tinha de colaboradores estrangeiros. Por exemplo, eu trabalho em colaboração com um laboratório de Química na França, onde a pandemia bateu forte muito cedo. E esses laboratórios se adaptaram muito rapidamente, impuseram restrições bastante grandes na quantidade de usuários por sala, nos protocolos de biossegurança. Eu me inspirei em parte nas recomendações deles, e também nas recomendações da própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Fizemos uma reunião no grupo logo no final de março, e começamos a discutir os critérios de biossegurança que teríamos para a retomada das atividades. Nós nos preparamos desde muito cedo, porque temos vários alunos que dependiam das análises de laboratório para continuarem pesquisando. Mas havia muita restrição da USP nessa época, então usamos esse tempo aprimorando [os procedimentos]. Uma vez que pudemos voltar ao Laboratório, já estava tudo pronto.
Quais são as diferenças? Primeiro, não permitimos a entrada de membros externos nesse período. Isso para limitar que pessoas pegassem um avião, usassem um transporte coletivo para vir para São Paulo. A segunda intervenção foi estabelecer que os espaços na agenda seriam sempre de uma semana. A pessoa entraria, trabalharia durante uma semana. Se ela não tivesse medidas suficientes para uma semana de laboratório, ela faria medidas para outras pessoas. Com isso temos menor rotatividade e menos chances de contaminação. Terceiro, criamos um protocolo de entrada e saída. Você higieniza todo o seu ambiente de trabalho – as bancadas, o computador, a cadeira, o mouse, o teclado, o equipamento, tudo era higienizado todos os dias na entrada e na saída. Espalhamos cartazes no laboratório com as instruções específicas para cada sala.
Estabelecemos também um sistema de monitoramento online. Os alunos eram monitorados por técnicos ou por um usuário mais experiente, por meio das câmeras do computador. Não é algo que costumávamos fazer, mas era para que o aluno recebesse um feedback imediato sobre o que ele estava fazendo. E foi implementado um sistema de treinamento online. O usuário era treinado para usar aquele experimento não mais com o técnico presente, mas de forma virtual. Então conseguimos resolver alguns problemas, e isso permitiu que os alunos obtivessem os dados necessários para as teses deles, para que não atrasasse de forma significativa o trabalho de cada um. A prioridade foi para os alunos de Pós-Graduação, alguns alunos de Trabalho de Graduação e alguns pós-docs, que têm bolsas e precisam apresentar relatórios.
A partir da fase verde [na cidade de São Paulo], passamos a aceitar usuários externos, que não eram do nosso grupo. Mas depois das eleições voltamos para a fase amarela, para a fase vermelha, então estamos restritos novamente, abertos apenas para usuários internos.
 
Isso é bem complicado, porque o Laboratório de Paleomagnetismo do IAG é único no Brasil… 
Não apenas no Brasil, como na América Latina. Não há laboratório comparável ao nosso, em termos de tamanho, de quantidade de equipamentos e da qualidade dos equipamentos na América Latina inteira. Recebemos pesquisadores do Equador, da Argentina, do Chile, da Colômbia… neste ano, tivemos um brasileiro que faz doutorado na Itália e estava impedido de ir para lá, e ele pôde fazer o trabalho dele no nosso laboratório. Então é um problema grave, porque as pessoas ficam sem laboratório para trabalhar.
 
Depois dessa experiência no Laboratório de Paleomagnetismo, você também ficou responsável pela retomada de atividades presenciais no IAG. Qual é o papel do comitê nesse contexto?
Eu estou gostando muito de trabalhar no comitê, conseguimos manter um grupo bastante coeso e que aceita as opiniões do outro, o que é muito bacana. E eu acho que temos tido sucesso, que o Instituto tem sido atingido de forma pouco significativa pela Covid-19.
A função primordial do comitê é interpretar os sinais que vêm da Reitoria [da USP] e do Governo do Estado [de São Paulo], e transformar em políticas públicas locais para o IAG. Tivemos no primeiro momento uma série de medidas para organizar o Instituto para que ele pudesse acolher as pessoas, e isso estava pronto em agosto. Depois disso tivemos que seguir as recomendações da Reitoria. Conseguimos cumprir o que nos foi pedido, mas tivemos que desfazer todo o nosso planejamento para implementar o sistema de “bolhas sanitárias”, e em seguida desimplementar esse sistema de bolhas para retornar à fase anterior. Então tivemos essas idas e vindas que foram muito ruins. Ter que lidar com as idas e vindas e com as incertezas sobre a evolução da pandemia são coisas que me preocupam.
[O Estado de São Paulo] passou por um período de fase vermelha, mas ele coincidiu com nosso período de recesso, quando ninguém vai mesmo ao IAG. Agora voltamos à fase amarela, mantendo as restrições. Neste momento, o IAG está como ficou na maior parte do ano [de 2020], com monitoramento via formulário eletrônico de quem vai ao prédio, limitação do número de pessoas por sala, a necessidade de que as pessoas peçam autorização antes de irem ao Instituto.
 
Até novembro de 2020, existia a previsão de realizar a reposição de aulas práticas neste trimestre. Isso não aconteceu, mas agora temos a perspectiva da vacinação. Quando você acredita que poderemos ter o retorno presencial no IAG?
Eu, como muitas pessoas, acho que é improvável que as atividades presenciais sejam retomadas no primeiro semestre. Com uma visão otimista, poderemos ter atividades presenciais no segundo semestre, considerando os problemas com a importação de insumos para a vacinação, a organização desse processo de vacinação, as intrigas e brigas entre o governo federal e o governo estadual.
 
Você vê algum aspecto positivo, algum aprendizado ou adaptação que vai permanecer depois da pandemia?
Eu acho que a pandemia nos ensinou – nos forçou a aprender – a lidar com esse ambiente virtual. Isso foi bom, eu pude participar de várias atividades que presencialmente me exigiram um esforço muito grande. Eu tive várias reuniões virtuais, com pessoas do mundo todo. Antes isso não era tão comum, e agora passou a ser corriqueiro.
Normalmente eu passo cerca de dois ou três meses por ano viajando, e isso me leva a ficar distante da minha esposa e da minha filha. Esses três meses que eu ganhei de convívio familiar foram muito bons para mim, e para elas. Para a nossa família, isso foi um tempo bem aproveitado. Eu pude participar de coisas das quais eu não participava havia muito tempo, por ter que me ausentar frequentemente de casa.
Uma coisa importante, e imagino que tenha acontecido para boa parte [das pessoas do IAG], é que o volume de trabalho aumentou muito. Passamos a ser mais eficientes, indo de uma reunião para outra simplesmente com um clique, e o volume de trabalho aumentou muito. No primeiro momento, eu estava trabalhando desde muito cedo até nove, dez horas da noite. Então, como família, nós nos organizamos e estabelecemos “quebras” que criaram uma rotina na maluquice que foi o início da pandemia. Uma quebra no almoço, uma quebra a partir das sete da noite, para todo mundo se encontrar na sala e conviver, discutir, ouvir música, cozinhar.
Quem conseguiu estabelecer uma rotina conseguiu passar melhor pela pandemia. Mas para quem não teve isso, foi muito mais desgastante, até por esse aumento na quantidade de trabalho.
 
 
 

 

Esta entrevista faz parte de uma série de conversas com membros da comunidade IAG para refletir sobre o ano de 2020 e os efeitos da pandemia em nossas atividades. Alguns trechos foram editados, para maior clareza. Leia todas as entrevistas no nosso especial no site do IAG.
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