Pesquisa

Pesquisa em Astronomia

A pesquisa em Astronomia realizada no IAG inclui projetos observacionais e também o desenvolvimento de modelos teóricos e numéricos que abrangem uma extensa gama de estudos do Sistema Solar ao Universo em grande escala, incluindo as estrelas e o meio interestelar, a Via Láctea, as outras galáxias e aglomerados de galáxias. O Departamento de Astronomia está também envolvido em projetos de construção de grandes telescópios e satélites científicos.


Linhas de Pesquisa em Astronomia

Astrobiologia

A Astrobiologia é uma recente área de pesquisa científica que estuda a vida no Universo, em conexão com o ambiente astronômico: sua origem, distribuição, evolução e futuro. Com uma abordagem multi e interdisciplinar, a Astrobiologia compreende, entre vários temas, a formação de moléculas orgânicas no ambiente espacial, a química prebiótica e origem da vida, a vida em ambientes extremos de nosso próprio planeta, usada como modelo para entendermos a possível vida extraterrestre e, em especial, propondo maneiras de detectar sinais de vida, presente ou passada, em planetas e luas de nosso Sistema Solar e em exoplanetas. Nessa área são realizados trabalhos de observação astronômica, pesquisas de campo em microbiologia ambiental, estudos teóricos e experimentais de simulação de ambientes extraterrestres e trabalhos em laboratório em biologia, química, física. Essas pesquisas são desenvolvidas pelo grupo de Astrobiologia do Departamento de Astronomia, que opera o Laboratório de Astrobiologia - AstroLab - desde 2010, e é sede do Núcleo de Pesquisa em Astrobiologia da USP, que é atualmente parceiro internacional do Instituto de Astrobiologia da NASA (NAI) e da Rede Européia de Associações de Astrobiologia (EANA). 

Astrofísica do Meio interestelar

Estudo do material interestelar na Galáxia e em outros sistemas estelares, envoltórios estendidos e implicações sobre a estrutura galáctica. Estudo de nebulosas fotoionizadas e estrelas centrais no contexto da estrutura e evolução de galáxias e implicações sobre a evolução química desses sistemas. Investigam-se também fenômenos responsáveis pela evolução dinâmica do meio interestelar das galáxias como: formação e destruição de nuvens, ondas de choques, turbulência e raios cósmicos.

Astrofísica do Sistema Solar

Estudam-se fenômenos da atmosfera solar, de planetas e satélites, e cometas. As pesquisas solares se concentram basicamente no estudo das propriedades globais e locais da coroa solar e estudo da evolução do campo magnético solar. As pesquisas em cometas são voltadas ao estudo da composição química, do brilho (medido por fotometria óptica e infravermelha) e da morfologia.

Astrofísica Estelar

Trata-se de uma linha de pesquisa muito abrangente, envolvendo: evolução estelar, populações estelares do halo, bojo e disco da Galáxia e em outras galáxias, aglomerados de estrelas, estrelas pré-sequência principal, estrelas frias e estrelas quentes, estrelas de nêutrons, binárias de raios-X, variáveis cataclísmicas, supernovas, buracos negros, ventos e jatos estelares, surtos de raios gama e ondas gravitacionais.

Astrometria

Esta linha de pesquisa compreende a Astronomia Fundamental, que visa a localização espacial de membros do Sistema Solar, estrelas e objetos extragalácticos. Os pesquisadores desta área estão envolvidos em projetos de ponta como a missão astrométrica GAIA e em outros projetos já em andamento que utilizam medidas de movimentos próprios são realizados com o instrumento Círculo Meridiano instalado no Observatório Abrahão de Moraes, Valinhos, SP.

Astronomia Extragaláctica

Esta linha de pesquisa abrange duas sub-áreas principais: (i) Galáxias, que se classificam como normais e ativas. No contexto das galáxias normais, estudam-se: a estrutura de nossa Galáxia, galáxias elípticas e lenticulares com a presença de barras e bojos retangulares, modelos de evolução química e populações estelares. Bojos de galáxias espirais são também estudados, bem como sua estrutura espiral. Em galáxias ativas estudam-se os núcleos ativos, em função dos processos de formação de suas linhas de emissão e realiza-se monitoramento de variabilidade dos quasares. Também estudam-se os mecanismos envolvendo discos de acresção e buracos negros supermassivos e sua correlação com jatos extragalácticos. (ii) Aglomerados de Galáxias, em que se estudam as propriedades de grandes amostras de galáxias, questões de interações entre as galáxias de um aglomerado, e gás intra-aglomerado. 

Cosmologia

Esta linha de pesquisa é dedicada ao estudo da formação das primeiras estruturas do Universo, efeitos de campos magnéticos no Universo primordial, e a formação de galáxias.

Instrumentação Astronômica

Desenvolvimento de instrumentos para a Astronomia, tanto óptica e infravermelha, quanto para radioastronomia. O telescópio SOAR constitui-se numa forte motivação para a construção de instrumentos, sendo que o Departamento teve forte participação no desenvolvimento de dois espectrógrafos. No contexto de Radioastronomia, encontra-se em andamento o Projeto LLAMA (Long Latin American Millimeter Array), um convênio entre Brasil e Argentina, sob coordenação de membros do nosso departamento. Nesta linha de pesquisa também se incluem os projetos específicos de radioastronomia, em que se utilizam o radiotelescópio de 13,7 m de Atibaia, e o radio-observatório ALMA (Chile) para estudo de linhas moleculares no meio interestelar e em fontes extragalácticas.

Mecânica Celeste

A Mecânica Celeste compreende as aplicações da mecânica moderna aos fenômenos celestes e o desenvolvimento de teorias matemáticas fundamentais relacionadas com a Astronomia. Esta área também está relacionada ao estudo da Dinâmica de Sistemas Planetários, abrangendo planetas, satélites e asteróides do Sistema Solar e de sistemas planetários extrasolares. Também estudam-se as origens de aspectos observados no Sistema Solar, Caos, Ressonância, Soluções Estacionárias e Movimentos Coerentes.

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